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Combate ao analfabetismo com programas reforçados

Justino Vitorino | Mungo

O município do Mungo, com um total de 996 cidadãos inscritos nas salas de alfabetização, está   apostado no reforço do programa de aceleração escolar e ensino de adultos, disse ontem o chefe de repartição local da Educação.

Fotografia: JAIMAGEM

Domingos Pascoal Calei referiu que as autoridades estão a implementar estratégias para diminuir, em grande escala, os níveis de analfabetismo na região, dai levar a cabo um programa de sensibilização da população para aderirem às salas de alfabetização.
O responsável da repartição salientou que as aulas, enquadradas no método de alfabetização “Sim eu Posso” têm estado a dar bons resultados, numa altura em que a Administração Municipal do Mungo está apostada em acabar com o grande número de pessoas que não saibam ler nem escrever.
Para esta campanha, o chefe da Repartição Municipal da Educação pediu maior participação da população, para que o processo tenha sucesso.

Método "Sim eu posso"

Neste momento, o município realiza os programas estratégicos de revitalização do processo nos módulos I, II e III, no método “Sim eu posso”, que tem sido eficaz na criação do gosto pela leitura e escrita. Domingos Calei reconheceu que, desde o início do processo, em 2007, o município registou avanços significativos, com a introdução de novas metodologias, mais participativas e interactivas na alfabetização.

Vários programas

“O analfabetismo é uma das preocupações nos países em vias de desenvolvimento, por ser um factor que obstaculiza a implementação de vários programas de desenvolvimento socioeconómico”, disse Domingos Calei. “Por isso, o Executivo, através do Ministério da Educação prioriza a alfabetização dos jovens e de adultos, no quadro do combate à fome e à pobreza”.
Domingos Calei considerou ainda que a alfabetização contribui também para o alcance sustentável do bem-estar social de cada cidadão, na dupla perspectiva de crescimento e desenvolvimento humano e social ajustada à participação consciente dos cidadãos. Por via disso, muitas mulheres conseguiram ganhar o seu primeiro emprego.
O sector funciona com 65 alfabetizadores, número considerado insuficiente, tendo em conta que a população do Mungo tem crescido de forma exponencial.

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