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Começou o estudo de impacto ambiental da construção da barragem do rio Cutato

José Chaves| Andulo

A Sociedade Angolana de Projectos, SOAPRO, está a realizar o estudo de impacto ambiental da mini-hídrica sobre o rio Cutato, no município do Andulo, Bié, encomendado pelo Ministério da Energia e Águas e a Agência de Cooperação Internacional do Japão/Newjec, soube o Jornal de Angola junto da consultora da empresa, Helena Leitão de Barros.

O projecto é de extrema importância porque vai resolver as dificuldades que o município enfrenta no domínio da corrente eléctrica
Fotografia: Francisco Bernardo

A Sociedade Angolana de Projectos, SOAPRO, está a realizar o estudo de impacto ambiental da mini-hídrica sobre o rio Cutato, no município do Andulo, Bié, encomendado pelo Ministério da Energia e Águas e a Agência de Cooperação Internacional do Japão/Newjec, soube o Jornal de Angola junto da consultora da empresa, Helena Leitão de Barros.
O estudo começou em Maio e termina em Outubro, mas na terça-feira a SOAPRO realizou uma consulta pública no Andulo sobre o mesmo, com a presença de membros da administração local, políticos, entidades religiosas e tradicionais, além de estudantes.
A mini-hídrica a instalar no rio Cutato no município do Andulo consiste num aproveitamento hidroeléctrico tipo "fio de água" com uma potência instalada de 3 MW. Foi projectada para ter uma altura de quatro metros e uma albufeira com uma extensão de seis quilómetros.
Para o acesso à barragem será construída uma estrada de 31 quilómetros que será paralela a uma linha de distribuição de energia com 46 quilómetros, que ligará a central à cidade do Andulo, servindo as localidades de Muenga e Chicumbi.
Os custos globais deste projecto, a ser financiado pelo governo japonês, estão avaliados em 50 milhões de dólares. A primeira fase do estudo deve ser entregue ao Executivo no próximo mês de Julho, envolvendo o impacto ambiental, direito do uso de superfície e consequente indemnização dos proprietários de terra, pescadores e outros instalados num espaço de 50 quilómetros, onde vai passar a linha de transporte de energia.  
Helena Barros explicou que o objectivo do estudo é avaliar os impactos ambientais e sociais negativos do projecto e recomendar medidas mitigadoras que possam resultar da sua implementação. Este trabalho vai ser feito em duas fases, sendo a primeira a análise da informação dos estudos anteriores e a segunda a consulta das partes envolvidas e eventualmente afectadas pelo projecto.
A consultora da SOAPRO realçou que um dos principais objectivos da construção da mini-hídrica do rio Cutato é contribuir para o desenvolvimento rural através da melhoria do abastecimento de energia, o que vai, como referiu, impulsionar a produção agropecuária e o surgimento de pequenas indústrias transformadoras.
O vice-governador do Bié para a área técnica e infra-estruturas, Adolfo Andrade, reconheceu que este projecto trará benefícios económicos e sociais às populações do município do Andulo. "A implementação do projecto da construção da mini-hídrica é importante porque vai resolver as dificuldades que o município enfrenta no domínio da corrente eléctrica e criar postos de trabalho, principalmente para os jovens", disse.
Com uma população que está calculada em mais de 80 mil habitantes, o município do Andulo tem uma rede hidrográfica bastante rica que oferece condições propícias à prática da agricultura de regadio e montagem de mini-hídricas nos rios Kune, Mbuin, Kunhinga, Kwanza, Menbia e Cutato.

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