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Comuna de Quicabo com água potável

Pedro Bica | Quicabo

Três mil e oitocentas e seis famílias da comuna de Quicabo, município do Dande, volta a ter água potável nas torneiras, 37 anos depois, com a inauguração do novo sistema de captação e distribuição.

Novo sistema de Quicabo constitui um bem para à população e deve ser preservado pois contribui para a eliminação de doenças
Fotografia: Pedro Bica | Quicabo

Três mil e oitocentas e seis famílias da comuna de Quicabo, município do Dande, volta a ter água potável nas torneiras, 37 anos depois, com a inauguração do novo sistema de captação e distribuição. Cerca de quatro mil famílias foram beneficiadas.
Após a inauguração, a vice-governadora para área política e social, Elvira Van-Dúnem, afirmou que o novo sistema visa diminuir as dificuldades com que se debatiam as populações da região.
O novo sistema de Quicabo constitui um bem que deve ser preservado, pois contribui para a eliminação de doenças causadas pelo consumo de água dos rios e lagoas.
A vice-governadora assegurou aos munícipes de Quicabo que a rede vai ter continuidade nos restantes bairros, para a concretização do Projecto Água para todos.
Elvira Van-Dúnem referiu que o sistema de água para a comuna conta com seis chafarizes e um centro de captação, tratamento e distribuição.
Recordou que a promessa feita pelo Governo Provincial está cumprida. Pediu aos habitantes da comuna para preservarem o empreendimento inaugurado.


População satisfeita


Helena António revelou que o sonho de ter água a jorrar nas torneiras é hoje uma realidade graças à paz: “vamos deixar de ir ao rio buscar água para beber, lavar e até mesmo cozinhar, porque o chafariz está mesmo bem próximo da minha casa”, concluiu.
Para Marcela José, a satisfação reside no facto de a partir de agora não ter de percorrer a longa distância que percorria para tirar água do rio Lifune.Com 44 anos, recorda que no período das chuvas a população não conseguia chegar à margem do rio, devido ao mau estado do caminho de acesso. Pediu ao governo para construir mais escolas e postos de saúde, sobretudo nas aldeias que estão a 60 quilómetros ou mais de Quicabo.
João José, coordenador da sede da comuna, disse que a partir de agora as populações da região já não precisam de tomar banho no rio e consumir água sem tratamento, pois, referiu,  os tempos são ouros e jamais voltaremos ao passado. Mas a vila de Quicabo necessita dos sinais das duas operadoras de telefonia móvel.A estação de captação e tratamento de água da vila de Quicabo tem um laboratório para análises da potabilidade da água, um armazém para conservação dos produtos, escritório e um grupo gerador que garante o seu normal funcionamento. A obra custou aos cofres do Estado 96 milhões de Kwanzas.


Falta de energia


Uma preocupação da população e das autoridades da comuna reside na falta de energia eléctrica. O gerador que abastece a vila não responde às necessidades de consumo dos munícipes. A comuna está a beneficiar da construção de residências e de escolas. A estrada de acesso está em óptimas condições.
A população de Quicabo dedica-se maioritariamente, além da agricultura, à caça, exploração de carvão e à venda ambulante.A comuna de Quicabo, localiza-se a sul do Caxito, tendo a norte a comuna do Úcua e Canacassala, a Oeste a da Barra do Dande e a Leste o município do Ambriz.
Quicabo, com 2. 872 quilómetros quadrados, tem 28 bairros e 12 mil habitantes, numa região  rica em recursos minerais, como mica, argila, ferro, caulino e amianto.

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