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Comuna do Úcua necessita de mais investimentos

Alfredo Ferreira e Edson Fontes| Úcua

A comuna do Úcua, município do Dande, zona rica em madeira, café e palmares, necessita de investimentos, para dar um salto qualitativo rumo ao desenvolvimento sócio-económico e infra-estrutural. Este apelo foi lançado pela administradora adjunta daquela região da província do Bengo.

Nos últimos tempos têm sido feitos alguns investimentos principalmente na reabilitação e construção de infra-estruturas sociais
Fotografia: Francisco Bernardo

Maria Gomes referiu que a comuna precisa de muitas acções por parte das autoridades e das entidades privadas, em diversos sectores, para que as condições de vida da sua população conheçam melhorias significativas.
Nos últimos tempos têm sido feitos alguns investimentos para inverter a situação, com destaque para a reabilitação de infra-estruturas. Mas, desde o alcance da paz, em 2002, o quadro não sofreu ainda muitas alterações.
O centro de saúde da comuna está desde o ano antepassado em reabilitação, com as obras na recta final, o que vai permitir o enquadramento de mais enfermeiros. A comuna possui apenas 13 técnicos de saúde, distribuídos nos dois postos médicos existentes na região.
Com uma população de dez mil habitantes, a comuna tem problemas nos sectores da energia e água. A população consome água não tratada.
A administradora adjunta disse que se começou a abrir a picada do bairro Vida e Sacrifício, que vai dar ao rio Dande, para que as populações possam consumir água tratada. As populações também vão beneficiar de alguns furos de água que estão a ser reparados. Também vai ser construído um sistema de captação e tratamento de água.
A comuna do Úcua continua a debater-se com problemas de energia eléctrica.

Serviços de Saúde

O responsável do centro médico do Úcua, Francisco Seme, disse que a unidade tem falta de técnicos e de espaço suficiente. Há necessidade de um novo centro.
Alguns técnicos dos Serviços de Saúde colocados na região do Úcua estão a desistir, por alegada falta de condições.
As consultas pré-natais estão paralisadas, porque os enfermeiros da especialidade estão em formação, o que obriga as gestantes a ir à cidade de Caxito, a cerca de 64 quilómetros.
No ano findo, foram vacinadas na área do PAV 259 crianças com menos de cinco anos, com PCG, pólio, penta valente, sarampo e febre-amarela.
Durante o mesmo período foram efectuadas 3.786 consultas externas, 1.731 na área de medicina e 2.055 em pediatria.
O centro tem realizado campanhas de sensibilização para informar a população sobre as formas de prevenção, distribuição de mosquiteiros e de lixívia.

Sector da Educação


O responsável da Educação da comuna do Úcua, Simão Zambeze, adiantou que está previsto para este ano lectivo o alargamento da rede escolar, sobretudo nas comunidades do Zenza do Golungo.
A inserção de novos professores na comuna vai permitir matricular mais de mil alunos.
Neste momento, pela falta de professores, estão cerca de 50 agentes estagiários residentes seleccionados para assegurar as aulas, uma vez que os antigos pedem melhores condições de alojamento, o que os faz regressar às suas áreas de origem.
Os estagiários residentes devem ser inscritos no concurso público, uma vez que inseridos no sistema há maior produtividade. Apesar das dificuldades, o balanço das actividades desenvolvidas no ano passado foi positivo, disse o responsável.  A comuna conta com seis escolas e 47 professores, número considerado insuficiente.
No ano passado foram matriculados na comuna do Úcua 1.409 alunos para o ensino primário, primeiro e segundo ciclos.

Outras acções

Para este ano, perspectiva-se a reabilitação da residência protocolar do administrador, professores e enfermeiros. Outra aposta tem a ver com a melhoria das escolas e postos de saúde. Os troços de circulação secundários e terciários vão ter melhorias, para permitir a deslocação das populações nas localidades de Mazumbo, Paxi, Mutenda e Panguila.
A comuna do Úcua é fértil em produtos agrícolas, com o comércio rural a contribuir de forma positiva na dieta alimentar dos seus habitantes, que pratica maioritariamente a agricultura de subsistência.
Dentre os produtos mais produzidos na região destacam-se a batata-doce, milho, mandioca, feijão macunde, inhame e jinguba. A falta de chuvas tem dificultado o trabalho dos agricultores.

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