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Comuna precisa de escolas e de professores primários

Adolfo Mundombe | Catabola

A comuna de Catabola tem falta de escolas de construção definitiva e de professores do primeiro ciclo, situação que tem contribuído para o fraco desempenho do sector da Educação na circunscrição, informou o responsável da área.

Muitas crianças da comuna estão sem aulas
Fotografia: Francisco Lopes | Catabola

Paulino Manuel disse que a comuna tem seis escolas comunitárias, erguidas pelos pais e encarregados de educação, e uma de construção definitiva, na aldeia de Salundo, a única abrangida pelo programa de merenda escolar a nível da circunscrição.
No presente ano lectivo, foram matriculados 3.722 alunos, da iniciação à 9ª classe. As aulas são asseguradas 117 professores, nas diferentes aldeias e na sede, um número insuficiente para dar resposta ao processo de ensino, tendo em conta o número crescente de crianças em idade escolar.
Em relação ao material didáctico, Paulino Manuel admitiu que a comuna está bem servida, uma vez que recebe regularmente livros, giz, quadros pretos, livros e outros materiais de apoio escolar.
“Não podemos ser ingratos com os esforços do Governo. Muito está a ser feito e lembro que, em 2004, a comuna funcionava apenas com19 professores, enquanto actualmente já há avanços significativos no sector da educação”, reconheceu.
As autoridades locais também estão preocupadas com a fuga de professores, por falta de alojamento e algumas condições sociais.
A vila de Catabola fica a 36 quilómetros da sede do município do Longonjo e debate-se com problema de acesso. A degradação da principal estrada que liga a sede comunal à vila de Longonjo constitui a principal preocupação da Administração Comunal, sobretudo nesta época de chuvas.

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