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Comunidades rurais pedem mais abertura

A necessidade de inserir a mulher rural nos programas de alfabetização, atribuição de kits para as parteiras tradicionais, instrumentos de trabalho do campo, abertura de moagens para as mulheres organizadas em associativas e o combate à delinquência juvenil constam das conclusões saídas do Fórum Provincial da Mulher Rural, realizado ontem em Xangongo, município de Ombandja.

Alfabetização é uma das maiores apostas das autoridades
Fotografia: José Soares | Edições Novembro

O fórum reflectiu sobre a necessidade de promover a mulher rural, tendo em conta o seu papel nas comunidades e na implementação do programa de combate à fome e pobreza.
Durante os trabalhos, foram abordados temas ligados ao domínio económico e produtivo, campanha agrícola 2017-2018, perspectivas de apoio às famílias e mulher rural, fomento da aquicultura e apicultura.
No encontro, os participantes discutiram  o acesso aos serviços básicos, cidadania, igualdade de género e associativismo, valores morais, práticas culturais e violência domestica.
A directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Rosa Gaudêncio, disse que o fórum é uma oportunidade para avaliar as políticas públicas, em prol da mulher rural, e realinhar os projectos tendentes à resolução de alguns problemas, por ordem de prioridades.
O fórum avaliou as recomendações do fórum anterior, nos domínios económicos e produtivos, sociais básicos, cidadania, igualdade de género, associativismo, valores morais e práticas culturais.
O governador provincial do Cunene, Kundi Paihama, garantiu que vai continuar a trabalhar com a mulher rural, para o seu sucesso da economia.
“Um total de 80 por cento da população vive no campo, na sua maioria mulheres, e têm a agricultura como actividade principal, para a sua subsistência, o que atribui a mulher rural um papel especial”, concluiu o governador Kundi Paihama.

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