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Condenada a exploração desenfreada

Valter Gomes | Uíge

A exploração desenfreada de madeira na província do Uíge não obedece às regras impostas pelo Ministério da Agricultura, denunciou o governador Paulo Pombolo, que considerou grave a situação.

O governador provincial reprovou o facto de as empresas desacatarem as orientações das autoridades sobre a exploração de madeira
Fotografia: Edmundo Eucílio

Paulo Pombolo, que falava num encontro com os responsáveis das empresas de madeira na província, exigiu o cumprimento escrupuloso das disposições oficiais para a actividade do sector.
“Queremos empresas capacitadas, devidamente organizadas e que cumpram com os requisitos exigidos para não serem apanhadas desprevenidas, logo que sejam implementadas medidas pelo Conselho de Ministros e pela Comissão Económica”, advertiu.
O Executivo pretende criar condições adequadas para que a exploração de madeira seja estruturada, sublinhando que as novas medidas protegem a floresta e os interesses do sector. Paulo Pombolo salientou que a madeira é um recurso natural que deve ser explorado de forma racional.
O governador reprovou o facto de as empresas não acatarem as orientações das autoridades sobre a exploração de madeira, que impõem o repovoamento florestal.
“Não basta cortar toros de madeira e transportá-los para outras zonas, mas é necessário que as empresas instalem também as suas indústrias na província para que a madeira seja transformada localmente em mobiliário e transportada para outros mercados”, aconselhou. O chefe do departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) no Uíge, Artênsio da Rosa Pegado, disse que mais de 30 mil metros cúbicos de madeira em toros foram extraídos no ano passado pelas 35 empresas locais do sector.
O vice-presidente da Associação das Indústrias de Madeira na província do Uíge, Armando José, considerou positivo o encontro, atendendo à necessidade de disciplina e organização do sector.
“Trata-se de um grande desafio para nós. Vamo-nos acautelar para o cumprimento das orientações do Executivo para que possamos, em conjunto, contribuir para a diversificação da economia da província, em particular, e do país, em geral”, disse.

Habitação social

O governador do Uíge reuniu-se com os responsáveis das empresas que estão a construir 200  habitações sociais em 14 dos 16 municípios da província.  Depois de conhecer o ponto de situação, Paulo Pombolo ordenou à Direcção Provincial do Urbanismo e Habitação a inspecção das casas sociais já construídas e das obras por concluir.
O governador Paulo Pombolo  determinou que as empresas de construção civil com obras atrasadas, apesar de terem já recebido a totalidade do pagamento, devem concluir as habitações até Abril próximo, para serem entregues à população.

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