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Consumo racional de energia em discussão

André Guto | Cabinda

As autoridades da província de Cabinda estão empenhadas na sensibilização da população para as melhores práticas sobre a utilização  da energia eléctrica, disse ontem ao Jornal de Angola o secretário da Energia e Águas, André Massanga.

Estão a ser criadas as condições para melhorar o fornecimento de energia à população
Fotografia: António Soares | Cabinda

A primeira fase do processo de sensibilização, explicou André Massanga, privilegia os bairros de maior consumo de energia na periferia da cidade de Cabinda. “As campanhas de sensibilização registam considerável aderência de consumidores, ­interessados em conhecer os métodos de utilização racional da energia e outros aspectos que permitam uma maior estabilidade na produção e distribuição do produto às populações”, sublinhou.
Os consumidores estão a ser sensibilizados sobre o recurso às lâmpadas florescentes mais rentáveis, a não ligação simultânea de  vários electrodomésticos, como o ferro de engomar, aparelhagem de som, geleira, arca, televisor, microndas e ar condicionado. “Se a população acatar os conselhos dos técnicos durante as campanhas de sensibilização pode haver uma redução considerável no consumo e a estabilidade que necessitamos na distribuição”, acrescentou André Massanga.

Fontes de produção


A província de Cabinda produz actualmente 147 megawatts a partir de três centrais térmicas. “Na central térmica de Malembo estão instalados três engenhos, sendo duas turbinas a gás com capacidade para 35 magawatts cada e outra móvel a diesel para 25 megawatts, enquanto na aldeia de Chibodo funciona a central térmica para 30 megawatts”, referiu André Massanga. />A população que vive em Santa Catarina, bairros Luvassa Sul e parte do Povo Grande, a Sul da cidade de Cabinda, dispõe de uma central térmica com capacidade de produzir 10 megawatts.
O secretário da Energia e Águas em Cabinda esclareceu que a central de Malembo trabalha de forma interligada com os equipamentos instalados nas localidades de Chibodo e Santa e fornece energia eléctrica à sede do município de Cacongo. “O sector de Energia possui  30 sistemas isolados de energia eléctrica nas sedes municipais de Buco-Zau e Belize, incluindo as respectivas comunas”,  notando que a maior dificuldades está na distribuição. André Massanga sublinhou que isso deve-se a existência de uma vasta extensão de ramal com a rede de distribuição obsoleta, aliada às ­ligações ilegais e também a um número considerável de Postos de Transformação (PT) e que devem ser substituídos.
André Massanga adiantou que nos bairros Chiweca, Comandante Gika, Povo Grande, Amílcar Cabral e Cabassango existem enorme quantidade de transformadores queimados provocando sérias restrições na distribuição de energia.
A partir deste ano, concluiu o secretário da Energia e Águas em Cabinda, é implementado um projecto de ligações a 20 mil residências nos bairros periféricos para desincentivar as ligações anárquicas, atrair mais clientes e melhorar a arrecadação de receitas

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