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Contentores de lixo estavam a transbordar

Contentores a transbordar e com muito lixo no chão foi o cenário dado a ver ontem, ao longo de todo o período da manhã, em algumas das ruas mais movimentadas da zona urbana de Luanda, constatou o Jornal de Angola.

Falta de recolha de lixo está a preocupar os luandenses
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

Embora as equipas de operários afectos à Galvão Queirós, a operadora contratada para recolha de resíduos sólidos e limpeza a nível da zona urbana de Luanda, estivessem a varrer as ruas da cidade, a verdade é que esse trabalho contrastava com a enorme quantidade de lixo depositado em contentores, que até ao final da manhã se mantinham intactos, sem serem recolhidos para o aterro sanitário dos Mulenvos de Cima, em Viana.
Até muito próximo do meio dia, todos os contentores de lixo instalados ao longo da Avenida 21 de Janeiro, concretamente do troço do Aeroporto até à zona da Padaria, ao Rocha Pinto, estavam abarrotados e a transbordar, aguardando pela recolha por parte dos camiões.
Paradoxalmente, naquela  avenida de Luanda,  homens e mulheres da Galvão Queirós, trajados com calça e camisola de cor laranja, rosto coberto com máscara, para evitar a inalação de poeiras, estavam a varrer a areia e outros resíduos sólidos no perímetro.
O cenário observado ao longo da Avenida 21 de Janeiro foi o mesmo na Revolução de Outubro, nos dois sentidos. Do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro até ao viaduto do Prenda (Catambor) havia muitos contentores cheios por recolher, mas a limpeza da rua era feita pelos operários.
Na Avenida Amílcar Cabral, também nos dois sentidos, a partir do Largo da Maianga, até às proximidades do Largo da Mutamba, os contentores mantinham-se cheios à espera dos carros de recolha.
Ontem, na Avenida Deolinda Rodrigues, no sentido Viana/Luanda, a reportagem do Jornal de Angola não viu lixo, nem contentores a transbordar, como tem sido norma. Ao longo do troço, do Grafanil até ao Congolenses, havia muitos montes de areia, por recolher, juntados pelos operários da Nova Ambiental.
Por falta de equipamento apropriado para a recolha da areia, os técnicos da Nova Ambiental varriam a Via -Expressa e juntavam os montes num determinado ponto, assim sucessivamente.
Não é a primeira vez que assim procedem (varrer a areia, juntar em dezenas de montes, mas sem serem recolhidos a posteriori) acabando o esforço às vezes inglório, pelo facto de a areia regressar “às origens”, por acção do vento ou da velocidade das viaturas que ali circulam diariamente.  

Recolha será feita às noites

A implementação do novo modelo de recolha de lixo, aprovada a 20 de Dezembro, pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, será gradual e a recolha será feita às noites, devendo nessa altura retirar os contentores da zona urbana e aumentar a sua eficácia no trabalho.
Serão  definidas as horas para a recolha de cada tipo de lixo, nomeadamente orgânico e não orgânico (selectivo), devendo levar 12 meses para a implementação e uma  fase de sensibilização da população.
O vice-governador para o Sector Económico, Júlio Bessa, disse que o actual modelo tem algumas insuficiências, porque não envolve a população.
O novo modelo traz ainda um serviço para o casco urbano asfaltado, em que a limpeza, higienização, lavagem das ruas, poda de árvores serão feitas com meios mecânicos.
De acordo com o governante, o novo modelo traz ainda um serviço para as zonas urbanizadas, mas não asfaltadas (como Benfica e outras de difícil acesso a meios mecânicos, como Catambor e Rocha Pinto).
O que se pretende é o envolvimento da comunidade, devendo ser contratados pequenos empresários, colectores de lixo, por via de subcontratação por operadoras, disse o vice-governador de Luanda para o Sector Económico.


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