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Cresce o número de crianças nas escolas dos municípios

Carlos Paulino | Menongue

Um grupo de 429 alunos com deficiências auditivas, visuais e atraso mental está matriculado no Cuando Cubango da iniciação a 9ª classe, disse ao Jornal de Angola o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.

O ensino especial na região tem o apoio das igrejas Católica e Evangélica Congregacional
Fotografia: Dombele Bernardo

Miguel Kanhime afirmou que 337 alunos frequentam o ensino primário e os outros o primeiro ciclo do ensino secundário e que as aulas são dadas por 16 professores especializados. No ano lectivo passado, referiu, matricularam-se 487 alunos do ensino especial da iniciação a 9ª classe, 50 dos quais não tiveram aproveitamento e 11 desistiram.
Miguel Kanhime sublinhou que os alunos do ensino especial são matriculados em Janeiro, Fevereiro e até em Março, pois os professores também são responsáveis por sensibilizar pais e encarregados de educação de crianças naquelas condições sobre a importância de as mandarem à escola.
O director provincial lamentou que ainda haja pais e encarregados de educação que consideram que as crianças com deficiências não devem frequentar escola, ignorando que “têm potencial para aprender como qualquer outra pessoa”.
No país, disse, há muitas pessoas com problemas auditivos, visuais e atraso mental que se formaram, mesmo a nível superior, e ocupam cargos de direcção.
O ensino especial na província do Cuando Cubago não dispõe de instalações próprias, mas tem o apoio das Igrejas Católica e Evangélica Congregacional de Angola (IECA) que cedem algumas salas. Neste ano lectivo há 351 alunos a estudar na escola da IECA e 78 no colégio “Perpétuo Socorro”, da Igreja Católica.
O Governo do Cuando Cubango anunciou que vai reabilitar em breve uma escola no centro de Menongue, que já acolheu alunos do segundo ciclo, que passa a ter 16 salas para o ensino especial.

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