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Criadores de gado na transumância

André Amaro| Lubango

Os criadores tradicionais de gado bovino de alguns municípios da província da Huíla estão a antecipar o processo de transumância, devido à falta de pasto e água, causada pela estiagem que assolou a região durante os últimos três meses.
O director provincial do Instituto dos Serviços Veterinários, Miguel Barbosa, salientou que a transumância do gado bovino começa normalmente entre Junho e Julho, mas devido à falta de pasto e água, os criadores são obrigados a antecipar o processo.

Animais estão a ser levados para outras áreas de pastagem devido à seca na região
Fotografia: André Amaro| Lubango

Os criadores tradicionais de gado bovino de alguns municípios da província da Huíla estão a antecipar o processo de transumância, devido à falta de pasto e água, causada pela estiagem que assolou a região durante os últimos três meses.
O director provincial do Instituto dos Serviços Veterinários, Miguel Barbosa, salientou que a transumância do gado bovino começa normalmente entre Junho e Julho, mas devido à falta de pasto e água, os criadores são obrigados a antecipar o processo.
No município dos Gambos, onde está concentrado o grosso do gado da província da Huíla, os criadores estão a abandonar as áreas áridas e quase secas em direcção ao corredor entre a fazenda Jamba e o município da Cahama, no Cunene, salientou o responsável.
Miguel Barbosa disse que, apesar das chuvas voltarem a caír com regularidade, este fenómeno de abandono das áreas de pasto também se regista em algumas localidades dos municípios da Matala, Quipungo e Chibia.
O director provincial esclareceu que em consequência da estiagem, a campanha de vacinação animal está atrasada e os criadores furtam-se a levar o gado às mangas de vacinação, alegando que os animais não possuem peso suficiente e pasto para serem vacinados.
Para imunizar o maior número de cabeças de gado, o instituto optou pela campanha em bloqueio, que consiste em instalar brigadas nos locais de maior concentração de gado e ir ao encontro dos criadores, referiu Miguel Barbosa.
Quanto à situação do gado dos fazendeiros, disse, não é preocupante, porque maior parte deles têm furos de água, pasto, ração e vão ser contemplados com a campanha de vacinação.

Imunização do gado

Cerca de 900 mil cabeças de gado bovino, dos 14 municípios da província da Huíla, vão ser imunizadas contra a peripneumonia contagiosa, carbúnculos hemático, sintomático e dermatite nodular, no âmbito da campanha de 2012.
A campanha, que decorre entre os meses de Abril e Maio, é coordenada pelo Instituto dos Serviços Veterinários da Huíla e visa garantir a sanidade animal e salvaguardar a saúde pública.
O director Miguel Barbosa garantiu que as condições, em termos de doses de vacinação, câmaras frigoríficas, meios de transporte e brigadas estão mobilizadas.
Neste momento, a instituição tem preparadas as 900 mil doses de vacinas, câmaras frigoríficas, viaturas todo-o-terreno, 24 brigadas compostas por cinco elementos, entre técnicos superiores, médios, básicos, agentes comunitários e tratadores de gado. Miguel Barbosa disse que a maior parte dos municípios já melhorou as mangas de vacinação, os tanques banheiros e outras condições para que a campanha decorra com êxito.

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