Províncias

Crianças da Huíla tratadas na Alemanha

Arão Martins | Lubango

Um grupo de 22 crianças doentes da província da Huíla é encaminhado, no próximo dia 15 de Maio, para a Alemanha, onde vão ser tratadas. Foram seleccionadas por uma junta médica.


O director provincial do Instituto Nacional da Criança da Huíla, Abel Chico Joaquim, que prestou a informação ao Jornal de Angola, disse que foram seleccionadas crianças da província da Huíla para beneficiarem de tratamento médico na Alemanha, em conformidade com as patologias.
O director provincial do INAC na Huíla disse que seguem viagem crianças  com problemas de ortopedia e cirurgia plástica. “Foram seleccionadas crianças do Lubango, Chibia, Cuvango, Jamba, Matala e Quilengues”. O processo começou em 2002 e é contínuo. Desde o inicio já beneficiaram do tratamento 240 crianças. É um processo contínuo e normalmente as crianças seguem em Maio e Novembro. Temos uma parceria bastante positiva, com a organização não governamental “Kimbo Liombembwa”, com o apoio solidário do Hospital Central e Pediatria do Lubango.
Abel Chico Joaquim informou que tem havido seguimento com as equipas médicas locais, e algumas crianças têm feito a repetição do tratamento, sobretudo na área de adaptação das próteses. Há crianças que vão ainda duas ou três vezes à Alemanha, mas a recuperação tem sido positiva. O director provincial da Huíla do INAC  informou que ainda há muitas crianças que precisam de ser encaminhadas. Abel Chico Joaquim esclareceu que a selecção é feita na base de critérios, que segundo as intervenções, carecem de evacuação para o exterior.
As crianças beneficiam desta oportunidade para tratarem os seus problemas de saúde. “Há outras crianças que têm apresentado outras patologias e têm sido encaminhadas para a junta provincial de saúde, que por sua vez encaminha para a Direcção Nacional de Saúde”.
Abel Chico Joaquim referiu que há crianças que têm aparecido com necessidades no domínio da cardiologia  e têm sido encaminhadas para outros países.
O director provincial do Instituto Nacional da Criança informou que têm prioridade as crianças mais carenciadas.

Tempo

Multimédia