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Crianças em Menongue contempladas com livros

Carlos Paulino | Menongue

Mais de 300 livros de contos infantis foram entregues,  na cidade de Menongue, província do Cuando Cubango, às crianças internadas no hospital pediátrico, Centro de Acolhimento Padre João Bosco e no Lar Infantil Elisabeth, no quadro de um  projecto que está a ser levado a cabo pelo Ministério da Cultura, denominado “Minha primeira mala de leitura”.

A directora provincial da Cultura, Carla Cativa, disse que o projecto visa enaltecer os 41 anos da Independência Nacional e lembrou que objectivo é elevar o gosto pela leitura das crianças, visto que quem lê um livro nunca se torna a mesma pessoa.
Carla Cativa disse que com a iniciativa se pretende partilhar com as crianças de vários estratos sociais, sobretudo àquelas que estão internadas no hospital pediátrico sem motivação. Acrescentou que os pais ou encarregados de educação podem também ajudar nesta tarefa, pois a partir dos livros podem contar histórias de modo a reanimá-las para a sua rápida recuperação.
O projecto, segundo a responsável, constitui uma mais-valia sobretudo para as crianças  que não sabem ler e escrever, permitindo que as mesmas possam ganhar o hábito pela leitura e facilmente se enquadrarem.  Além da cidade de Menongue, com o projecto “Minha primeira mala de leitura” também foram contempladas as crianças do municípios do Calai, Cuangar, Cuchi, Cuito Cuanavale, Dirico, Nancova, Mavinga e Rivungo, onde, numa primeira fase, foram enviados 100 exemplares para cada localidade.
A directora administrativa do Hospital Pediátrico de Menongue, Rosa Maria Jamba, agradeceu o gesto da Direcção Provincial da Cultura, tendo em vista que acções de género levantam o moral de qualquer doente e apelou a outras instituições para seguirem o mesmo exemplo.
Quem também se congratulou com a iniciativa foi a directora do Centro de Acolhimento Padre João Bosco, irmã Ana Rita. A responsável disse que os livros que receberam vão reforçar a biblioteca da instituição que tem contribuído para a ocupação dos tempos livres das crianças.
Actualmente, o centro acolhe 24 crianças desfavorecidas e em conflito com a lei, que clamam por muitos apoios, entre bens alimentares e vestuário, visto que a Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social, que tutela o centro, está sem meios para o efeito. A directora do Lar Infantil Elisabeth, Teresa Nafela, salientou que os livros recebidos vão ajudar no processo educativo das 120 crianças controladas pela sua instituição.

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