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Crianças internadas recebem apoio

António Capitão| Uíge

Mais de 80 crianças internadas na pediatria do Hospital Geral do Uíge viveram, no sábado, momentos de muita alegria e diversão, promovidos pela coordenação do programa radiofónico “Uíge aos sábados” da emissora provincial do Uíge da Rádio Nacional de Angola (RNA).

Gesto de solidariedade com muito significado a demonstrar que ainda há pessoas preocupadas com o bem-estar dos outros
Fotografia: António Capitão

Durante as três horas em que o programa foi transmitido em directo, a partir do átrio daquela dependência hospitalar, as crianças acamadas tiveram direito a lanches e brinquedos, enquanto as que apresentavam sinais de melhoria, além de beneficiarem de presentes, brincaram, cantaram e participaram em jogos diversos.
O jornalista Milton Eduardo, coordenador do programa “Uíge aos sábados”, disse que a iniciativa serviu para proporcionar momentos de lazer às crianças internadas e promover a solidariedade social nas unidades sanitárias.
“A actividade foi um êxito e ukltrapassou as nossas expectativas. A concretização deste projecto tornou-se possível com a contribuição dos nossos parceiros, pessoas colectivas e singulares, e de todos os profissionais que fazem parte da coordenação do programa”, referiu.
A directora provincial da Saúde no Uíge, Luísa Cambuta, destacou o gesto dos jornalistas da rádio e das pessoas que acorreram à pediatria do Hospital Geral do Uíge para oferecerem brinquedos e bens alimentares às crianças internadas. “Embora elas estejam doentes, precisam de ter momentos de diversão e lazer. É um gesto de solidariedade que tem muito significado e que demonstra que ainda há pessoas preocupadas com o bem-estar dos outros e dispostas a ajudar os mais carenciados”, referiu. Internada há cinco dias na pediatria do hospital do Uíge, devido a sintomas de ­malária, a pequena Suzete Alberto, nove anos, recebeu uma boneca e uma mochila e teve direito a um lanche, composto por sumos, bolachas e rebuçados.
A mãe, Marcelina José, agradeceu o gesto de solidariedade e apelou a uma maior sensibilidade da sociedade para com as pessoas doentes e carenciadas.
 “Há circunstâncias em que um pequeno gesto pode ter um grande significado para toda a nossa vida.
Uma criança adoentada é um ser triste, mas a oferta que estas crianças receberam vai permitir que elas se animem um pouco mais, apesar de estarem doentes”, referiu, acrescentando que esta oferta chegou num bom momento.

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