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Cruz Vermelha de Angola está sem meios financeiros

Weza Pascoal | Menongue

A delegação da Cruz Vermelha de Angola (CVA) no Cuando Cubango está com dificuldade para realizar programas de saúde, por falta de recursos financeiros e de bens alimentares, revelou o secretário provincial da instituição.

CVA quer criar grupo de dadores periódicos
Fotografia: Afonso Costa | Namibe

João Henda disse que a instituição está a enfrentar embaraços para cumprir com os programas de combate à malária, tuberculose e VIH/Sida, bem como de doação de sangue, que constituem as principais áreas de actuação da CVA junto das comunidades.
O secretário provincial da CVA disse que há doenças endémicas na província, como a  malária e a tuberculose, que precisam de um acompanhamento.
Em relação ao VIH/Sida, por exemplo, referiu que a província ocupa o segundo lugar à escala nacional. “Temos um elevado número de mulheres grávidas diagnosticadas com a doença na Maternidade Provincial”, referiu. A CVA tem registados cerca de 600 dadores de sangue. 
A instituição quer criar um grupo de dadores periódicos, que possam dar sangue em períodos de quatro meses, para os homens, e de três meses para as mulheres.
Para o efeito, a CVA está a trabalhar em coordenação com o Governo Provincial do Cuando Cubango, empresários locais e outros estratos da sociedade civil, para conseguir dinheiro e alimentação para os dadores e passar a mensagem. “Queremos chegar às zonas mais recônditas da província, aí onde os meios de comunicação ainda não chegam, para mobilizar e informar a população sobre muitas doenças e sobre o que se passa a nível do país, mas faltam-nos os meios”, disse. A delegação da CVA no Cuando Cubanbo integra dez socorristas voluntários, que, por falta de uma ambulância, têm dificuldade de exercer a sua actividade. Outras dificuldades prendem-se com o mau estado das instalações onde funcionam e a escassez de meios de transporte.
Para a campanha de vacinação contra a febre-amarela, que decorreu de 15 a 26 de Agosto, a CVA contou com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e mobilizou 70 jovens voluntários.

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