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Cuanza-Sul e Malanje formam mais técnicos

Casimiro José |

Um total de 220 jovens terminaram na segunda-feira os cursos de serralharia, alvenaria, electricidade de baixa tensão e de informática na vila da Quibala, província do Cuanza-Sul.

O curso de electricidade consta entre os mais procurados nos pavilhões de artes e ofícios
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Este número faz parte de um total de 840 finalistas formados na  província, disse o director provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Francisco Jamba.
"O décimo ciclo formativo que encerramos hoje iniciou em Março do corrente ano, com 1.715 inscrições iniciais, tendo sido matriculados 1.206 formandos. Razões de ordem financeira impediram-nos que formássemos todos os que foram matriculados inicialmente”, disse Francisco Jamba, que adiantou que o Cuanza-Sul conta com dez unidades de formação profissional, concretamente  pavilhões de artes e ofícios, unidades móveis de formação itinerante e um centro de formação profissional instalado na localidade do Cuacra, arredores do Sumbe, capital da província.
Francisco Jamba disse que o Executivo aposta na formação profissional por ser uma alavanca para a criação de empregos e serviços.  “Apelo aos finalistas para aplicarem o que apreenderam e criarem micro empresas para gerar empregos nas comunidades.” Os finalistas agradeceram o empenho dos formadores, “peça chave” para a formação. "Os conhecimentos que acabamos de adquirir nos habilitaram a termos acesso sem grandes constrangimentos ao mercado de trabalho e vão permitir criar projectos para o benefício das comunidades em que estamos inseridos."
O vice-governador para os Serviços Técnicos e infraestruturas, Demétrio Selpúveda, realçou que a formação profissional garante o equilíbrio entre a procura e a oferta de serviços e emprego, exortando os finalistas a incorporarem-se no mercado de trabalho com as competências adquiridas durante a formação.
O acto de encerramento contou com a presença de membros do Governo Provincial e da Administração Municipal da Quibala.
O acto foi marcado com exposições de artes feitas pelos finalistas das diversas especialidades.

Artes e ofícios em Malanje

Um total de 590 novos técnicos de alvenaria, electricidade, informática, canalização, corte e costura, serralharia, mecânica e frio, formados este ano pelo Centro Integrado de Emprego e Formação Profissional de Maxinde, em Malanje, no âmbito do plano do Executivo de capacitação da mão-de-obra nacional, estão desde ontem à disposição do mercado de trabalho.
Os formados, dos quais são 134 mulheres, frequentaram os cursos nos pavilhões de artes e ofícios de Cangandala e Calandula, afectos ao Centro Integrado de Maxinde, tutelado pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.
O chefe do INEFOP (Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional), Rui Bravo, disse ser determinante que as instituições públicas e privadas comuniquem as suas necessidades de força de trabalho, a fim de solicitarem ao Centro de Maxinde e inserirem mais jovens no mercado de emprego. Rui Bravo anunciou a construção, em 2018, de uma unidade formativa de maior dimensão e com novos cursos, com vista a atender a demanda dos jovens que procuram por formação profissional, evitando com isso a ida destes a outros pontos do país.
O vice-governador da província de Malanje para o Sector Político, Social e Económico, Domingos Eduardo, aconselhou os formados a enveredarem pelo empreendedorismo, uma aposta acertada numa altura em que o Estado emprega, cada vez menos, em função da actual desaceleração económica.
Domingos Eduardo pediu aos técnicos para colocarem o seu saber ao serviço do desenvolvimento da província de Malanje e do país e exortou a banca a apoiar projectos sustentáveis que concorram para a diversificação da economia e geração de mais rendas às famílias.

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