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Cunene pode vencer escassez de água

O Instituto Geológico de Angola (IGEO) começa, dentro de duas semanas, a realizar trabalhos para fazer 15 furos em dois meses, visando minimizar a escassez de água que afecta algumas zonas do sul de Angola, anunciou o secretário de Estado da Geologia e Minas, Jânio Corrêia Victor.

O Instituto Geológico de Angola com apoio da ENDIAMA adquiriu duas sondas que começam, no prazo de duas semanas, a realizar trabalhos para fazer 15 furos de água em dois meses.
Fotografia: DR

Para esse fim, o IGEO, com o apoio da ENDIAMA (Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola), adquiriu duas sondas, no âmbito de um plano interno que visa dar uma resposta necessária ao problema de água que mais afecta regiões da província do Cunene. Por causa desse fenómeno sazonal, 171 mil 488 famílias encontram-se actualmente afligidas no Cunene, desde Outubro de 2018, representando 79,1 por cento da população total da província, estimada em um milhão, 157 mil e 491 habitantes, vivendo a maioria no meio rural.

Desse número, 54 mil e 152 famílias pertencem ao município da Cahama, 13.105 ao Cuanhama, 10.735 ao Curoca, 7.686 ao Cuvelai, 22.998 ao Namacunde, 57.039 ao Ombadja, num total de 857 mil e 443 pessoas de 436 localidades a padecerem de fome e sede.

Os últimos dados do Governo Provincial do Cunene (GPC) indicam a existência de 299 mil e 623 pessoas a sofrerem de fome e sede na Cahama (municipalidade mais visada), 65.526 no Cuanhama, 53.677 no Curoca, 38.432 no Cuvelai, 114.991 em Namacunde e 285.194 na Ombadja.

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