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Abastecimento de água com falhas frequentes

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

As falhas no fornecimento de água na cidade de Ondjiva e na localidade de Namacunde, Cunene, estão cada vez mais frequentes, devido aos actos de vandalismo praticados por populares não identificados na conduta de água Xangon-go/Ondjiva.

Fotografia: DR

De acordo com o administrador para a área técnica da Empresa de Águas no Cunene, Evangelista Kamati, os habitantes da cidade de Ondjiva estão há mais de cinco dias sem água potável, devido à ruptura da conduta nas localidades de Bulunganga e Môngua, causado enormes prejuízos na reposição dos materiais danificados pelos meliantes.

A conduta construída em 2012, no âmbito do projecto “Água para Todos”, não beneficiou os populares que vivem ao longo do troço que transporta a água à cidade de Ondjiva e, com a seca que assola a região os populares, têm-na vandalizado.
O administrador para a área técnica da Empresa de Águas no Cunene acrescentou que a acção dos meliantes provocou nas últimas duas semanas perda de milhares de metros cúbicos de água, dificultando o normal processo de distribuição às populações da cidade de Ondjiva e da sede de Namacunde.
“Além do acto de vandalismo que se assiste na linha de transporte de água, há também os casos de munícipes que a acarretam em caixas de regulação da pressão da conduta, provocando enormes perdas de água ao longo do percurso”, sublinhou Evangelista Kamati, acrescentando que a empresa de água pediu ao governo da província e às administrações municipais e comunais para responsabilizar os autores, sendo que a destruição de um bem público é punível por lei.
Segundo o responsável, o combate a este mal não depende apenas da empresa, mas também dos órgãos que intervêm no asseguramento das infra-estruturas, de forma a reduzir os enormes gastos que a empresa tem com a reposição dos materiais danificados. “Apesar da carência de água que se regista nesta região os populares não devem vandalizar os bens públicos.”
Ana Maria, moradora do bairro dos Castilhos, na cida-de de Ondjiva, disse que casos do género se têm registado constantemente nos últimos dois anos. Apelou ao Governo para responsabilizar os autores. “Estamos há quatro dias sem água, a situação está complicada.”
João Baptista, morador do bairro Pioneiro Zeca, disse que os actos de vandalismo vão continuar enquanto não se criar condições de distribuição de água para os populares residentes no percurso Xangongo/Ondjiva, porque com a seca que se regista eles procuram a todo o custo conseguir água para o consumo diário e para o gado.

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