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Absentismo de professores marcou o ano lectivo

Dionísio David| Xangongo

O administrador municipal de Ombadja, Cunene, que disse estar preocupado com o elevado absentismo dos professores em 2014, anunciou que se a situação se mantiver este ano os infractores são punidos disciplinarmente.

Directores de escolas e inspectores estiveram reunidos para traçar novas estratégias para melhorar o processo de ensino e aprendizagem
Fotografia: Dionísio David| Xangongo

Manuel Taby, que falava num fórum anual com os directores, coordenadores e inspectores de todas as escolas do município, na presença dos representantes das autoridades tradicionais e do Conselho de Auscultação e Concertação Social, lamentou que no ano passado se tenham registado demasiados casos de absentismo, que comprometeram o aproveitamento escolar.
Um dos objectivos do fórum municipal sobre a educação e ensino, referiu, foi analisar o grau de cumprimento das acções preconizadas e apresentar o ponto de vista da Administração Municipal sobre o assunto.
Manuel Taby disse que o encontro se destinou também para resolver antes do inicio do ano lectivo os problemas que comprometeram o sucesso escolar.
O administrador de Ombadja disse ser preciso criar as condições que respondam aos desafios que se impõem, como o combate ao absentismo e a incompetência de alguns responsáveis e professores, nem como “ao espírito de deixa andar” que se regista na maioria das escolas do meio rural.
Também manifestou o desejo de ver envolvidos na resolução destes problemas todos os quadros e responsáveis da Educação no município e de a preparação do ano lectivo decorrer dentro dos parâmetros estabelecidos.O administrador lamentou igualmente que em Ombadja haja professores que não leccionam há mais de dois anos, mas que “recebem os salários sem serem responsabilizados por quem de direito”.
Esta situação, referiu, é acima de tudo uma violação das normas da Lei Geral de Trabalho, porque estimula o absentismo e prejudica os esforços da Direcção Municipal da Educação e da própria Administração Municipal, que se mantêm empenhadas na formação de quadros que participem no desenvolvimento da província e do país. Devido a negligência e ao “espírito de deixar andar”, prosseguiu, há professores que já não aplicam o que apreenderam, sobretudo a metodologia de ensino, o que resulta na qualidade que se verifica em determinadas escolas, principalmente as dos subúrbio e do rural. O administrador garantiu que há alunos a transitarem do ensino primário para o primeiro ciclo sem saberem ler nem escrever devido à falta de empenho de alguns professores e das direcções, incluindo inspectores, que não assumem as responsabilidades.

Novas escolas

Manuel Taby exigiu maior empenho de coordenadores, directores de escolas e professores no processo educativo para bem das populações e do ensino no município. O administrador prometeu que este ano lectivo são construídas mais escolas e casas para professores em todas as comunas e nas localidades mais habitantes. O objectivo, afirmou, é criar condições para os professores e evitar as constantes faltas ao serviço.
O director da repartição municipal da Educação, que confirmou as dificuldades registadas no ano passado, prometeu empenho na procura de soluções. Abraão Hangula disse que 2014 foram matriculados, 50.551 alunos nno ensino primário, 6.400 no I ciclo e 2.095 no II ciclo do secundário.
O município tem 207 escolas de diferentes níveis, 21 das quais na comuna de Xangongo, 12 no Humbe, igual número na comuna de Naulila, 17 no Mucope e 12 em Omba-ya-Mungu, 74 delas de construção definitiva.
Para o subsistema do ensino primário Ombadja tem 12 do primeiro ciclo e quatro do segundo.
Ombadja teve no ano passado160 professores, 112 alfabetizadores e 60.100 alfabetizandos.
No município foi desenvolvido no ano passado o método “Sim, Eu Posso” e distribuídos material didáctico.
Abraão Hungula afirmou que tem sido dado especial atenção ao programa municipal de alfabetização e aceleração escolar, com a distribuição no passado de 6.120 manuais e outro material complementar. Também foram realizadas acções de formação para professores e directores de escolas.

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