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Actividade de moto-taxi ganha espaço e facilita a circulação de pessoas e bens

Elautério Silipuleni| Ondjiva

 As motorizadas deixaram de ser apenas transporte pessoal e passaram a meio de subsistência de muitas famílias, com o recurso à actividade de moto-taxi, os chamados cupapatas, como acontece em Ondjiva.

Com o propósito de se evitarem acidentes provocados por motociclista a Unidade de Trânsito tem realizado acções de sensibilização
Fotografia: Jornal de Angola

 As motorizadas deixaram de ser apenas transporte pessoal e passaram a meio de subsistência de muitas famílias, com o recurso à actividade de moto-taxi, os chamados cupapatas, como acontece em Ondjiva.
O negócio é novo na província, mas, nos últimos dias, ganha espaço, pois à falta de outros meios de transporte, entre a cidade e algumas localidades, as moto-taxi é alternativa para muitas pessoas.
De moto-taxi chega-se, com maior rapidez, aos mercados, escolas e a outros locais, afirmaram, ao Jornal de Angola, algumas pessoas.
As moto-taxi não têm lugares próprios para esperarem por clientes. Percorrem a cidade à procura de passageiros, cobrando por corrida entre 50 a 100 kwanzas.
António Jamba, funcionário público, disse que passou, diariamente, a ir de casa para o serviço e vice-versa de moto-táxi.
“Moro no bairro da Kashila e antes, por falta de transporte, era-me muito difícil chegar cedo no serviço, mas desde que começaram estes serviços isso já não acontece”, congratulou-se.
Pedro Ndeulikufwa, que também aderiu aos cupapatas, afirmou que as moto-táxis têm sido, muitas vezes, a salvação. 

Jovens no negócio
 
Jeremias Bonifácio, 24 anos, exerce a actividade de moto-taxi há dois anos. Utiliza a motorizada de um vizinho e no fim do dia consegue sempre ter dinheiro suficiente para repartir com o proprietário. Deixou a Matala, onde concluiu a 7ª classe, há cinco anos, para viver no Cunene. Não prosseguiu os estudos por dificuldades financeiras, mas tem esperança de, graças ao que consegue juntar com o negócio, em breve voltar a pegar nos livros.
João Kamati, 31 anos, é pai de três filhos.  O trabalho de moto-taxista permite-lhe, como refere, “aguentar a cozinha”, pois, diariamente, factura entre quatro a cinco mil kwanzas, o que, faz contas, lhe proporciona um lucro mensal de 85 mil.
Sebastião Calenga, 19 anos, é estudante da 8ª classe. Há nove meses, passou a inventar tempo para ser moto-taxista. Factura, todos os dias, cerca de três mil kwanzas, dinheiro que entrega ao patrão. “Trabalho todos os dias e tenho um dia de folga por semana.Com o que ganho consigo pagar os estudos”, disse.

Atropelamento ao código de estrada

 Muitos dos moto-taxistas não cumprem o Código de Estrada e seu Regulamento, afirmou, ao Jornal de Angola, o comandante da Unidade da Policia de Trânsito do Cunene. “A má condução de alguns moto-taxistas tem causado vários acidentes, muitos deles por desconhecimento código de estrada e do seu regulamento”, garantiu o intendente Salvador dos Santos.
Com o propósito de se evitarem acidentes provocados por motociclistas, referiu, a Unidade de Trânsito tem realizado acções de sensibilização junto dos cupapates, fazendo-lhes ver a importância de cumprirem o Código de Estrada.
“Esboçamos um plano de prevenção rodoviária que tem o objectivo de sensibilizar os motociclistas sobre as vantagens do uso de capacete, tanto pelo condutor, como pelo passageiro”, disse.

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