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Aeroporto de Ondjiva ampliado e modernizado

Domingos Calucipa | Ondjiva

 As infra-estruturas aeroportuárias de Ondjiva dispõem, desde terça-feira, de uma nova aerogare com equipamentos modernos para melhor servir os passageiros nas mais diversas áreas de atendimento.

A sala de desembarque agora equipada com tapetes rolantes veio melhorar os serviços de assistência em terra
Fotografia: Domingos Calucipa

 As infra-estruturas aeroportuárias de Ondjiva dispõem, desde terça-feira, de uma nova aerogare com equipamentos modernos para melhor servir os passageiros nas mais diversas áreas de atendimento.
 A antiga aerogare de rés-do-chão está transformada num moderno edifício de um andar, o que lhe conferiu dimensões que permitem acolher mais serviços e dispor de mais espaço de mobilidade, tudo isso a pensar no atendimento personalizado aos passageiros que, diariamente, ali embarcam e desembarcam.
Terminada que está, e pronta a servir os seus utilizadores, a obra foi, na terça-feira, entregue oficialmente, pelo ministro das Obras Públicas, Higino Carneiro, à Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENANA), órgão que gere os aeroportos do país.
Ao todo, foram investidos 9,262 milhões dólares, empregues na construção do edifico e apetrechamento com equipamentos de última geração. A empreitada começou em Agosto de 2006.
O empreendimento apresenta-se como uma das maiores obras que a província conhece nestes últimos sete anos de paz. O objectivo é transformar o aeroporto de Ondjiva numa referência nacional.
Os diferentes serviços – sectores de informação ao cliente, venda de bilhetes e, entre outros, controlo migratório – estão melhor instalados e a capacidade de atendimento passou a ser de cerca de 300 passageiros.
 Os balcões de “check-in” estão equipados com placas electrónicas, que anunciam o nome da companhia aérea, o destino, a hora do voo e outras informações úteis. À entrada da sala de embarque estão montados quatro aparelhos de raio-x, dois para inspecção de passageiros e os outros para “passarem a pente-fino” as bagagens. 
O director do Aeródromo de Ondjiva, António Sangabi, afirmou que os aparelhos de vistoria de bagagens “vão contribuir bastante para a detecção de produtos proibidos”, até porque o Cunene é “propenso à passagem de drogas e artigos de contrabando, devido à longa fronteira” com a Namíbia.

Inovações

Da gama de inovações do Aeroporto de Ondjiva fazem, também, parte tapetes rolantes, que levam as bagagens de junto dos balcões de “check-in” directamente para a porta da sala de embarque, substituindo o transporte a mão, além da instalação de vários outros equipamentos informáticos.
 Está também instalado o circuito de cobertura televisiva e do sistema de som para anúncios de voos. As salas de embarque e desembarque estão apetrechadas com confortáveis assentos.
Ainda no andar térreo, concebido para acolher todos os serviços operativos, além da sala de embarque comum, há compartimentos para os serviços protocolares e uma sala de embarque para a classe executiva.
Medidas de prevenção contra a propagação e contágio da Gripe A/H1N1 também foram tidas em conta. Bem na entrada da sala de desembarque está instalado um aparelho de medição de temperatura para o controlo da doença.
Na passagem que une as salas de embarque e de desembarque há um outro sistema de raio-x para a revista dos passageiros em trânsito.
Outros elementos que fazem da aerogare um lugar seguro são as câmaras de vigilância montadas em todos os cantos do edifício, tanto no interior como no exterior.
Dois sistemas de alerta e de extinção de incêndios foram estratégica e discretamente desdobrados por todo o edifício.
 No primeiro andar do imóvel, funcionam todos os serviços administrativos e de lazer. Tem sete gabinetes, cabine de som, restaurante, loja, uma vasta varanda com vista para a placa e outras divisões de apoio. Na parte superior está montada a central de frio, responsável pela climatização de todo o edifício.

Parque de estacionamento

No espaço adjacente ao imóvel foi construído um parque de estacionamento, com capacidade para 88 viaturas. O projecto de modernização do aeródromo prevê, ainda, a instalação de cancelas electrónicas para a cobrança pela utilização do espaço.
António Sangabi referiu que as obras surgiram pela necessidade de melhorar a prestação de serviços ao passageiro. “A anterior estrutura já não suportava a procura. Por isso, o Governo resolveu ampliar e modernizar o aeroporto, tendo em vista a melhoria da qualidade dos serviços e das condições de trabalho”, declarou.
 A cerimónia da entrega da obra foi presenciada pelo governador provincial, que a considerou um “grande passo rumo à melhoria da imagem da rede aeroportuária do país”.  António Didalelua pediu aos passageiros e funcionários que tenham uma “postura cívica na utilização do imóvel e dos seus meios”.
            
   Pista vai ser ampliada
 
A placa e a pista do aeroporto de Ondjiva vão beneficiar, nos próximos tempos, de obras, que vão permitir receber aviões de grande porte.    Ainda no interior do aeroporto vai ser construído um terminal de carga para permitir o armazenamento das mercadorias que embarcam ou desembarcam.  
A placa do aeroporto de Ondjiva, com capacidade para o estacionamento de quatro aviões de médio porte, tem vindo a revelar-se pequena.
Já a pista tem uma dimensão de 3.245 metros de comprimento e 30 de largura, com todas as condições de iluminação nocturna. A intenção é alargá-la para 45 metros.
 António Didalelua revelou que o governo da província quer ver a infra-estrutura transformada num aeroporto internacional e que o projecto já foi aceite pelo Ministério das Obras Publicas.     A pista já tem, de cada lado, 7,5 metros de base feita para a sua ampliação, restando apenas lançar o tapete asfáltico. Na sua construção foram acautelados todos os aspectos para a futura ampliação.
    
Abastecimento mais prático

Nas imediações do aeroporto nasceu um projecto da Sonangol para o armazenamento e abastecimento de combustível aos aviões. Trata-se de uma mini-instalação projectada para o armazenamento de 500 metros cúbicos.
É um sistema que vai permitir abastecer os aviões na placa através de um canal subterrâneo, sem necessidade de movimentar um camião-cisterna.
Dentro de dias, o sistema começa a operar. Por enquanto, o abastecimento é feito através de um tanque contentorizado, o que obriga os aviões a movimentarem-se até ao local.

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