Províncias

Alfabetização ganha força

Mais de 1.300 cidadãos de diferentes localidades do município de Cuvelai, província do Cunene, frequentam, desde Abril, aulas de alfabetização.

Centenas de adultos na província do Cunene estão a aprender a ler e a escrever
Fotografia: Jornal de Angola

Mais de 1.300 cidadãos de diferentes localidades do município de Cuvelai, província do Cunene, frequentam, desde Abril, aulas de alfabetização.
O chefe da secção local de educação para a alfabetização, Hiyolua Hissiko, disse ontem que esta acção enquadra-se no Programa de Luta Contra o Analfabetismo. As aulas são asseguradas por 100 alfabetizadores, número suficiente para a cobertura do município.
Hiyolua Hissiko disse que a localidade tem falta de salas, pois, em algumas localidades, as aulas são dada à sombra de árvores.
Localizado a 175 quilómetros a Leste da cidade de Ondjiva, o município de Cuvelai tem quatro comunas e uma população estimada em mais de 96 mil habitantes.


Gestão do erário


Gestores públicos da província do Cunene assistiram, na última segunda-feira, em Ondjiva, a uma palestra promovida pela Procuradoria-geral da República, no quadro da semana nacional da legalidade, que decorre de 23 a 27 de Abril.
Durante a palestra, com o tema “A gestão do erário e suas responsabilidades”, foi defendida uma gestão zelosa e transparente dos bens públicos. O chefe de departamento de impostos da delegação das Finanças do Cunene e principal orador da palestra, César Lucas, aconselhou a uma mudança na organização do trabalho e no modo de funcionamento de alguns gestores, para que haja maior cuidado no tratamento dos bens comuns.
César Lucas apontou a necessidade de uma mudança de consciência na prestação de contas, além da promoção das boas práticas de governação.
“Muitos gestores não respeitam o erário, pois utilizam-no como se fosse propriedade privada e esquecem-se de resolver os problemas dos cidadãos”, afirmou.
Aquele responsável frisou que o desvio de bens públicos corresponde, por norma, ao crime de peculato e é nesse sentido que o Ministério Público, junto do Tribunal de Contas, pode extrair certidões para intentar as competentes acções criminais.
Assistiram à palestra membros do governo provincial, administradores municipais e hospitalares, gerentes de diversas dependências bancárias, membros de partidos políticos, entidades religiosas, entre outros convidados.

Tempo

Multimédia