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Alunos deixam de estudar em escolas sem condições

Elautério Silipuleni | Ondjiva

Mais de 300 alunos do município do Curoca, na província do Cunene, que frequentavam aulas debaixo de árvores, passam agora a estudar em melhores condições, com a inauguração de uma nova escola. 

Construído no âmbito da cobertura escolar na faixa fronteiriça com a Namíbia, a nova escola custou mais de 16,9 milhões de kwanzas.
O director provincial da Educação, Lúcio Ndinoiti, disse que com a inauguração da escola cumpriu-se o propósito do Ministério da Educação de construir escolas nas zonas fronteiriças, para se acabar com o fenómeno de crianças angolanas a frequentar aulas na vizinha Namíbia ou debaixo de árvores.
Ainda no mesmo âmbito, estão a ser construídas escolas na localidade fronteiriça de Ocavango, Curoca, Namacunde e Ombadja.
O governador do Cunene, António Didalelwa, reconheceu a insuficiência de salas para responder ao processo de ensino e à reforma educativa em várias localidades dos municípios, e garantiu a construção de mais escolas, para acabar com aulas debaixo de árvores e salas improvisadas, e enquadrar um maior número de crianças no sistema de ensino em cada ano lectivo.
“Existem ainda muitas crianças que estudam em condições péssimas em muitas localidades da província e outras que percorrem longas distâncias para poderem dar continuidade aos estudos”, disse o governador, prometendo, contudo, algumas melhorias nos próximos tempos.
Na povoação de Calueque, comuna de Naulila, município de Ombadja, na fronteira com a Namíbia, foram inaugurados um posto de Polícia e um balcão do Banco de Poupança e Crédito (BPC).
O governador, António Didalewa, realçou a importância do posto da Polícia para a segurança das população e do banco que, como sublinhou, vai permitir maior disponibilidade dos professores, enfermeiros e outros funcionários públicos, evitando deslocações para receberem os seus ordenados me Ondjiva ou Xangongo.

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