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Aumenta o número de crianças nas ruas

Elautério Silipuleni | Ondjiva

O responsável do Instituto Nacional da Criança na província do Cunene (INAC) disse ao Jornal de Angola que tem crescido na província o número de menores que se dedicam à venda ambulante e que a situação atinge “proporções alarmantes”.

Em Ondjiva as vendedoras ambulantes com filhos nas costas e bacias à cabeça aos poucos estão a ser substituídas por crianças
Fotografia: Francisco Bernardo


A situação, salientou, ganha maiores proporções em Odjiva e na zona fronteiriça de Santa-Clara e todos os dias há mais crianças na venda ambulante.
Hélder dos Santos referiu ser difícil solucionar de imediato o problema, que tende a propagar-se pela província, por a maioria dos menores interpelados dizerem que são mandados pelos pais.
Grande parte deles, declarou, vem do Cuvelai, mas também da Huíla, principalmente do município da Matala.
Na localidade de Santa Clara, referiu, há um elevado número de crianças em idade escolar que transporta de mercadorias.
O responsável do INAC lembrou que os adultos têm responsabilidades na protecção e garantia dos direitos da criança e que se isso não for assumido se está a contribuir para o aumento da delinquência juvenil e elevação do analfabetismo.
Hélder dos Santos disse que o INAC continua a sensibilizar os encarregados de educação sobre a necessidade de prestarem mais atenção às crianças, que são o futuro do país. O chefe do Instituto Nacional da Criança na província  do Cunene também salientou a importância de se reforçarem as acções de sensibilização sobre protecção e observância dos direitos e protecção das crianças nas zonas rurais, de onde saem muitas delas para a venda ambulante nos centros urbanos. Hélder dos Santos disse que os direitos e deveres da criança continuam pouco divulgados, principalmente no meio rural, onde os pais dão prioridade ao pasto dos animais em detrimento da formação escolar dos filhos.

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