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Autoridades da província do Cunene estão satisfeitas com redução de casos

Dionísio David | Namacunde

As autoridades da província do Cunene estão satisfeitas com a redução de casos de malária nos últimos tempos, ao longo da fronteira comum entre Angola e Namíbia, graças ao empenho de ambos os governos.

População aconselhada a ir aos hospitais
Fotografia: Jornal de Angola

As autoridades da província do Cunene estão satisfeitas com a redução de casos de malária nos últimos tempos, ao longo da fronteira comum entre Angola e Namíbia, graças ao empenho de ambos os governos.
O facto foi ontem anunciado em Namacunde, pelo governador do Cunene em exercício, Cristino Ndeitunga, na abertura do encontro TransCunene, que reuniu os ministros da Saúde de Angola e da Namíbia, para a assinatura de um protocolo de entendimento.
O governador do Cunene realçou os esforços que os dois governos desenvolvem, com vista à eliminação da doença e disse que a realização do encontro entre os dois ministros, no município fronteiriço de Namacunde, marca o reforço dos tradicionais laços de cooperação e boa vizinhança entre os dois povos e países.
Cristino Ndeitunga lembrou que a província do Cunene tem beneficiado das boas relações de cooperação existente entre os governos de Angola e da Namíbia no sector da saúde, sobretudo, no que respeita às acções conjuntas da vacinação e na luta contra a Sida.
O ministro José Van-Dúnem reconheceu que as boas relações existentes entre Angola e Namíbia podem aprofundar-se cada vez mais e melhorar os benefícios das populações ao longo dos próximos anos. Cristino Ndeitunga assegurou que nos últimos anos, a província do Cunene tem registado consideráveis ganhos na prevenção e tratamento da malária, com a ajuda do Executivo.
O coordenador do programa de luta contra a malária na região da SADC, o namibiano Dambo, considerou o acontecimento de extrema importância.
Lembrou que as actividades de luta contra malária no quadro das acções transfronteiriças são muito importantes, pelo facto de envolverem países da região da SADC, desde Angola, Namíbia, Zâmbia, Botswana e Zimbabué.
A acção de combate à malária não se restringe apenas à fronteira entre Angola e a Namíbia.  Decorre também na fronteira com a província do Kuando-Kubango, incluindo a região da Zambézia, com a vizinha República da Zâmbia.
Revelou igualmente que as acções têm sido dirigidass às comunidades rurais destes países, através do fornecimento e distribuição de mosquiteiros impregnados.
A assinatura do protocolo em Namacunde foi antecedida da abertura e apresentação da feira de medicamentos de combate à malária, e a entrega de mosquiteiros às comunidades locais, fundamentalmente crianças e mulheres grávidas.

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