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Autoridades na luta contra o assédio sexual

Carlos Bastos | Sumbe

A administradora municipal adjunta do Sumbe, Elsa Sara Lialunga, advertiu sexta-feira a sociedade para a necessidade de se estudar mecanismos mais eficazes, com vista a combater os casos de assédio e abuso sexual nos últimos tempos.

Assédio e o abuso sexual são problemas universais que atingem milhares de pessoas
Fotografia: Jornal de Angola

A responsável referiu que o assédio e o abuso sexual têm afectado muitos jovens e adultos, daí apelar para se redobrarem as campanhas de sensibilização para a prevenção junto da população, por meio de palestras, conferências e divulgação nos meios de comunicação social.
Esta necessidade de encontrar estratégias de combate ao fenómeno social surge do facto de a província do Kwanza-Sul e outras partes do país continuarem a registar diariamente muitos casos de abusos e assédios sexuais, estes últimos com grande incidência nas instituições escolares e locais de trabalho.
“O assédio e o abuso sexual são problemas universais que atingem milhares de pessoas de forma silenciosa e dissimuladamente”, disse. São situações que não obedecem a nenhum nível social, económico, religioso, político e cultural.
Elsa Sara Lialunga afirmou que o assédio sexual não deve ser encarado como uma situação normal nem faz parte da vida escolar ou do trabalho, uma vez que as relações devem basear-se na cortesia e no respeito mútuo, principalmente entre professores e alunos, chefes e subordinados.“O professor deve cumprir o papel de mediador no processo de descoberta, produção, cooperação e socialização do saber a nível do processo de ensino e aprendizagem, com a finalidade de transformar o aluno para servir a si próprio e a sociedade em que se encontra inserido”, disse.
Elsa Sara Lialunga falava durante uma conferência promovida Grupo de Liderança Feminina (GLIF), em que se analisou a problemática do assédio e abuso sexual como fenómeno desestruturante da personalidade e a sua influência no processo de aprendizagem.A conferência visou alertar a sociedade sobre os males que o assédio eabuso sexual provocam às famílias e apelou para a contribuição do processo de participação activa na vida pública e no combate do fenómeno nasinstituições estatais e privadas.
Os participantes ao encontro analisaram ainda o impacto do assédio e do abuso sexual no seio da camada juvenil, papel das igrejas e líderes religiosos no processo de divulgação dos fenómenos sociais, comportamento e atitudes da população.O Grupo de Liderança Feminina é constituído por um grupo de jovens mulheres pertencentes a diferentes associações juvenis, religiosas e políticas.

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