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Bebés são abandonados no Hospital de Ondjiva

Adelaide Mualimusi| Ondjiva

O Instituto Nacional da Criança registou, nos últimos 12 meses, no Cunene, o abandono de oito recém-nascidos pelas mães no Hospital Geral de Ondjiva, revelou ontem o director da instituição.

Fotografia: João Gomes|Edições Novembro

Elder dos Santos disse que os recém-nascidos   foram adoptados por famílias que manifestaram  disponibilidade em acolhê-los, estando o Instituto Nacional da Criança a efectuar o devido acompanhamento.
“O abandono de recém-nascidos preocupa o Instituto Nacional da Criança, que tem estado a sensibilizar a sociedade sobre a responsabilidade paternal e realizado acções de advocacia em prol da concretização dos 11 compromissos com a criança”, disse Elder dos Santos, que pediu a colaboração das comunidades, das igrejas e  organizações da sociedade civil na divulgação dos direitos da criança e na denúncia de todos os actos que atentem contra o seu bem-estar. “O INAC registou um total de 500 crianças vítimas de fuga à paternidade, o que faz com que fiquem privadas do registo de nascimento”, concluiu Elder dos Santos.
O director provincial da Saúde, Mendes Esteves, disse que os recém-nascidos abandonados pelas mães foram encaminhados para os cuidados de neonatologia, onde recebem cuidados médicos.
Para Mendes Esteves, as causas de as mães abandonarem os filhos podem ser a pobreza, transtornos psíquicos pôs parto, não envolvimento dos pais na gravidez, abandono dos familiares, gravidez precoce e baixo nível de escolaridade.
Mendes Esteves apelou às mães que abandonaram os filhos para reflectirem, porque a criança é um ser que merece ser amado e cuidado:
“Apelo a todas as mulheres grávidas a aderirem às consultas pré-natais, onde são dadas palestras de como devem cuidar  dos bebés.”

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