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Camponeses realçam benefícios da paz

Agricultores do Cunene afirmaram ontem, em Ondjiva, que os oito anos de paz permitiram que a actividade tivesse um grande impulso e o escoamento dos seus produtos do campo para a cidade.

Agricultores dizem que hoje conseguem escoar os produtos para as cidades
Fotografia: Pedro Miguel

Agricultores do Cunene afirmaram ontem, em Ondjiva, que os oito anos de paz permitiram que a actividade tivesse um grande impulso e o escoamento dos seus produtos do campo para a cidade.
Em declarações prestadas à Angop, a propósito do oitavo aniversário da assinatura do memorando de Entendimento do Luena, que hoje se assinala, o membro da cooperativa agrícola de Calueque “Simione Mukune”, Francisco Viação Mete, afirmou que graças ao alcance da paz e à aposta do Governo na construção e reconstrução de estradas nacionais tem sido possível a circulação de pessoas e bens em todas as localidades, o que anteriormente não acontecia devido à guerra. Durante o período de conflito, recordou, os agricultores locais importavam os produtos da vizinha República da Namíbia.
A camponesa Maria João disse que a paz tem possibilitado o aumento da oferta de produtos à província. “Há agora um acréscimo substancial de mercadorias.
Outrora importava-se tudo da República da Namíbia, e isso tornava os bens mais caros. Actualmente, podemos adquirir os produtos das províncias, pois já há paz e as estradas estão reabilitadas”, disse. Lucas Tchivinda, um outro camponês do Cunene, também afirma que o país começou a colher os dividendos da paz e da estabilidade.
Agora, adianta, há necessidade de reforçar a capacidade dos agricultores, de modo a explorarem eficazmente os recursos naturais à sua disposição e desenvolverem políticas para a erradicação da fome e da pobreza. “O sector agrícola foi o mais afectado durante a guerra. Os camponeses receavam ir para as lavras por causa das minas. Também era difícil transportar os produtos para as cidades”, lembrou.
“Antes da paz,” – continuou – “só produzíamos para subsistência, porque se houvesse excedente estragava-se. Agora tudo mudou. Já é possível produzir para comercializar e o Governo dá um grande apoio com a distribuição de tractores, enxadas, catanas e sementes” disse.

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