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Casas em zonas de risco preocupam autoridades

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

A construção de casas em locais considerados de risco nos arredores de Ondjiva está preocupar a administração municipal do Cuanhama.

Proibida construção de casas nestas zonas
Fotografia: Jornal de Angola

O administrador Gonçalves Namweya considerou, durante uma visita ao local, um acto de vandalismo a construção de habitações em áreas demarcadas pelo Governo como de risco o que, referiu, no futuro pode vir a acarretar sérios problemas.
Para já, salientou a necessidade de realojar, em áreas seguras, as famílias que vivem nesses locais, dada a época chuvosa que se avizinha. Para tal, a administração já preparou uma área superior a 100 hectares, na localidade de Omuhongo, onde vão ser realojadas as pessoas que vivem nestas zonas.
Para desencorajar as pessoas a construirem em locais de risco, conforme as famílias forem realojadas em áreas seguras, as casas que lá se encontram vão ser demolidas.
O administrador salientou que, devido ao oportunismo de muitas famílias que pretendem instalar-se em centros de acolhimento sem a eles terem direito, o Governo Provincial decidiu atribuir terrenos à população em áreas seguras e os interessados devem, para o efeito, dirigir-se à administração mais próxima.
Há cinco anos, explicou Gonçalves Namweya, foi feito um levantamento através do qual se apurou a existência de mais de cinco mil famílias a viverem em zonas de risco, mas, pelo que consta, houve um aumento considerável em relação a essa altura. 
Ana Maria Cabinda é uma das pessoas que se encontrava alojada numa tenda, no local onde o Governo concentrou a população sinistrada, mas passado algum tempo resolveu abandonar o espaço para ocupar um terreno. Depois de ter construído a sua casa feita de chapa, acabou por não beneficiar de uma moradia dada pelo Governo, por ter abandonado as tendas. Hoje está arrependida por ter procedido dessa forma.
“Estou arrependida. Espero que outras pessoas tenham outra mentalidade, não devem agir como eu, pois as pessoas que souberam esperar nas tendas hoje têm casa própria. Não sei o que futuro me espera”, lamentou.

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