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Casos de malária reduziram

Domingos Calucipa | Ondjiva

Os casos de malária no Cunene reduziram de 157.836 em 2009 para 28.548 em 2015, revelou em Ondjiva o supervisor provincial do programa alargado de combate àquela doença.

Encontro serviu para traçar tarefas que visam a divulgação de informação sobre a malária
Fotografia: Jaimagem

Mário Dumbo Hossi, que falava sobre a situação epidemiológica de paludismo e febre-amarela durante o Fórum Provincial de Parceiros da Malária, assinalou que os números demonstram claramente o engajamento das autoridades sanitárias e seus parceiros no combate à doença.
O supervisor indicou que em 2008 a província notificou 664 óbitos provocados por malária e em 2014 foram registados 234. Em 2015, o gráfico subiu ligeiramente para 247 óbitos. Mário Dumbo Hossi admitiu que a ligeira subida de óbitos foi justificada com a insuficiência de mosquiteiros impregnados, bem como de um conjunto de meios para o combate aos focos de reprodução dos mosquitos.
Nesta cruzada contra a malária, o município de Namacunde tem-se destacado, sendo o único que não registou óbitos em hospitais nos últimos dois anos, fruto da intervenção da organização não-governamental TKMI da divulgação de informação sobre a doença e a distribuição de meios de prevenção entre a população.
A província registou até ao momento 10 casos de febre-amarela, que resultaram em dois óbitos. “Temos de levar em consideração que, num universo de oito doentes atacados com a febre-amarela, pode haver uma vítima mortal, enquanto para a malária os índices apontam para uma morte em 100 doentes”, esclareceu o responsável.
O encontro serviu para traçarem tarefas que visam a divulgação de informação, entre a população, sobre os métodos de prevenção da doença e outras endemias, bem como preparar as actividades comemorativas do Dia Mundial de Luta Contra a Malária, a 25 de Abril.

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