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Censo piloto agropecuário começa em finais de Março

Domingos Calucipa | Ondjiva

O censo piloto agropecuário e pescas na província do Cunene, uma das cinco regiões do país seleccionadas para o evento, arranca em finais de Março, com o objectivo de recolher dados para produzir informações sobre os indicadores relativos às explorações agrícolas, pecuárias e piscatórias no país.

Autoridades vão conhecer a qualidade e quantidade de cabeças de gado existentes na região
Fotografia: ANTÓNIO SOARES | EDIÇÕES NOVEMBRO

A informação foi prestada ontem, em Ondjiva, durante a visita do director-geral do Instituto Nacional de Estatística, Camilo Ceita, que também é o coordenador-geral do Gabinete Central do Recenseamento Agropecuário e Pescas.
 A visita teve como objectivo realizar um encontro de sensibilização com as autoridades da província sobre a importância do evento e os resultados esperados, bem como promover a criação dos gabinetes provincial e municipais do recenseamento agropecuário e pescas, informar sobre o censo piloto e seus objectivos e orientar as equipas sobre a implementação, com rigor, das estratégias da logística, da formação e da recolha de dados.
No encontro, que contou com a presença dos administradores municipais e comunais, Paulo Fonseca, técnico do Instituto Nacional de Estatística, esclareceu que o censo piloto vai ter a duração de dois meses e na província vai abranger apenas quatro comunas dos municípios do Cuanhama e da Cahama.
Paulo Fonseca disse que o censo piloto vai decorrer nas províncias do Cunene, Benguela, Cuanza-Sul, Uíge e Moxico, tendo em atenção as especificidades agro-ecológicas e as práticas agrícolas de cada região.
Informou que a operação principal do censo vai arrancar em Junho e termina em Dezembro, com o objectivo de conhecer as principais práticas culturais ligadas à exploração agrícola, conhecer os equipamentos usados na produção, caracterizar a população agrícola familiar e a mão-de-obra, bem como disponibilizar ao Governo e à sociedade informações estatísticas actualizadas sobre agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, para a elaboração de políticas.
O projecto está orçado em 24 milhões de dólares americanos, num financiamento do Banco Mundial.
O director do Gabinete Provincial da Agricultura, Tibério Tutaleni, em representação do governador da província, disse que os administradores municipais e comunais vão precisar desses números estatísticos, para poderem desenhar melhor as políticas nas zonas de jurisdição. “Vão passar a conhecer melhor as famílias que praticam agricultura, pecuária e pesca, a quantidade de cabeças de gado que têm e o tipo de cultura que as famílias praticam”, sublinhou o responsável.
O director-geral do Instituto Nacional de Estatística disse que o país está perante um desafio bastante complexo, que acontece pela primeira vez, e que deve merecer a entrega de todos que estiverem envolvidos nele.
“O Cunene, por exemplo, tem a particularidade da transumância, populações nómadas, como vamos saber que o gado que estava num ponto agora está noutro ponto?”, questionou-se, acrescentando, “estas particularidades fizeram com que a província fosse escolhida como zona piloto”.

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