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Cheias matam pessoas no Cunene

Elautério Silipuleni| Ondjiva

As fortes chuvas que se têm feito sentir, desde Fevereiro, já mataram 17 pessoas por afogamento e mais de 33 mil ficaram afectadas pelas inundações, na província do Cunene.

Para salvar os seus haveres muitas pessoas são obrigadas a usar electro-bombas a fim de retirar a água de seus quintais ou moradias
Fotografia: Venâncio Amaral|Ondjiva

As fortes chuvas que se têm feito sentir, desde Fevereiro, já mataram 17 pessoas por afogamento e mais de 33 mil ficaram afectadas pelas inundações, na província do Cunene.
Estes dados foram divulgados na terça-feira pelo governador provincial do Cunene, António Didalelwa, durante uma visita de trabalho à localidade de Omucua Washindjala, no município de Namacunde, também afectada pelas cheias. António Didalelwa disse que milhares de hectares de terras cultivadas também foram afectados pelas inundações, o que vai comprometer a colheita de cereais por parte da população camponesa.
O governador sublinhou que, para além de inundar campos agrícolas, as cheias também provocaram a morte de 174 cabeças de gado bovino e atingiram inúmeros objectivos económicos.
Estão afectados por esta calamidade natural os municípios do Cuanhama, Ombadja, Namacunde e do Cuvelai, cujos dados dos estragos causados são ainda provisórios.
O governador, que nos últimos dias tem visitado, por via aérea, as zonas isoladas pelas cheias, no sentido de se inteirar das dificuldades da população e prestar apoio com medicamentos, bens alimentares e outros meios de primeira necessidade, frisou que “tudo está a ser feito para se manter o controlo da situação e dar melhor apoio aos sinistrados”. Na localidade de Omucua Washindjala, o governador entregou kits de medicamentos ao posto de saúde, com vista a melhorar o atendimento da população.
“Há a necessidade de se abastecer os postos e os centros de saúde com fármacos, visto que nesta altura de inundações é frequente o aparecimento de doenças, como a malária”, disse António Didalelwa.
O governador afirmou que o quadro actual é caracterizado por milhares de pessoas que ficaram sem os seus haveres, lavras inundadas pelas águas das cheias e mudança na rotina de vida de muitas pessoas, forçadas a abandonar as áreas onde viviam. Sublinhou que o governo provincial dispõe de apoio logístico suficiente, no que concerne a alimentos, medicamentos, tendas, chapas de zinco, roupa, mosquiteiros e outros meios que possam ajudar a minimizar as dificuldades das pessoas afectadas pelas cheias.
Este é o quarto ano consecutivo em que se registam cheias na província do Cunene, com enormes prejuízos para a população da região e arredores.

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