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Chuva inundou várias casas particulares

Domingos Calucipa e Elatério Silipuleni | Ondjiva

A intensa chuva que caiu, na madrugada de segunda para terça-feira, na cidade de Ondjiva, causou avultados prejuízos materiais, com dezenas de casas sub­mersas, mobílias a flutuar e muitas famílias sem abrigo.

As inundações distruíram parte das residências dos bairros Pioneiro Zeca e Castilho
Fotografia: David Eucelio

A intensa chuva que caiu, na madrugada de segunda para terça-feira, na cidade de Ondjiva, causou avultados prejuízos materiais, com dezenas de casas sub­mersas, mobílias a flutuar e muitas famílias sem abrigo.
Na manhã de terça-feira, em várias zonas do centro da cidade e nos bairros Pioneiro Zeca, Castilhos e Naipalala viam-se muitas pessoas a tentarem salvar haveres e outras a retirarem água do interior das casas, com baldes, latas, jarros, com tudo que tinham à mão.
Rogério Mavulino, morador da rua Simione Mucune, no centro da cidade, disse que já previa a situação e que, por isso, não pregou olho, desde o início da chuva. Por volta das 3h00 viu impotente a água entrar em casa, de uma única divisão, onde vive com a mulher e três filhos.
O quintal ficou praticamente inundado, embora a casa não tenha sido muito afectada.
Muitas pessoas, com medo de outra chuvada com a mesma intensidade, abandonaram as casas e procuram arrendar outras em locais de maior segurança.
Mavulino, por falta de possibilidades financeiras, não pode fazer isso. Resta-lhe esperar que as chuvas cessem.
Até quinta-feira, não tinha sido apurado o número de famílias afectadas pela chuva.
As inundações não se verificaram somente em casas particulares. Vários serviços públicos e privados também foram afectados. As instalações da direcção provincial da Assistência e Reinserção Social, da empresa LEVON e da Escola Superior Politécnica, que teve de suspender as aulas, também sofreram os efeitos da chuva.
Os bairros Pioneiro Zeca, Castilhos, Bangula e Naipalala também ficaram inundados, mas, ontem, em parte das ruas já era possível a circulação de pessoas e de viaturas.
A rua Simione Mucune ficou, igualmente inundada, afectando as instalações da administração municipal do Kwanhama, da TAAG, da biblioteca provincial, da Unitel, da escola do ensino primário 122 e varias casas particulares.
Devido às ruas inundadas, muitos funcionários públicos não foram trabalhar. Há também muitas fossas entupidas, provocando um cheiro nauseabundo.
A cidade não tem um sistema de drenagem que permita o escoamento das águas, o que origina que fiquem estagnadas em quintais e nas vias públicas.
A sucção das águas, com o recurso a carros cisternas, sugerem algumas pessoas, resolvia parte do problema. A entrada da água da chuva em casas deve-se, também, aos entulhos nas ruas, resultantes das obras de reabilitação da cidade, que impedem a sua circulação.

Governo procura soluções

O vice-governador para sector técnico e infra-estruturas disse que a Comissão de Protecção Civil está a retirar as águas estagnadas nos quintais do bairro Pioneiro Zeca.
“Esperamos que, no quadro da realização do plano integrado das infra-estruturas da cidade de Ondjiva, a situação do tratamento da drenagem das águas, que caem dentro do perímetro dos diques de protecção, tenha solução imediata”, afirmou Cristino Ndeitunga.
Esta é uma questão que requer um estudo integrado de todo o sistema de drenagem da cidade de Ondjiva, referiu, adiantando que se aguarda que o gabinete técnico comece a estruturar o lançamento do estudo para, nos próximos tempos, se resolver o problema de drenagem das águas de uma forma sustentável.
A situação, lembrou, é também preocupante no município do Namacunde, onde há também casas inundadas.
O governo provincial, disse, está a fazer um levantamento para estudar medidas a tomar para minimizar situação.

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