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Cidade de Ondjiva preparada para as cheias

Quinito Kanhameni | Ondjiva

Os trabalhos de construção de diques de protecção da cidade de Ondjiva, capital da província do Cunene, contra as cheias que começaram em Dezembro, devem estar concluídos no final deste mês.

Estradas destruídas pelas chuvas do ano passado também estão a ser restauradas
Fotografia: Quinito Kanhameni

Os trabalhos de construção de diques de protecção da cidade de Ondjiva, capital da província do Cunene, contra as cheias que começaram em Dezembro, devem estar concluídos no final deste mês.
O projecto, avaliado em 80 milhões de dólares, que faz parte do programa do governo, incluiu levantamento topográfico, investigação geotécnica, escoamento, aterro, construção de drenagem, protecção do talude com sacos de areia, ampliação das larguras em ambos os lados e a reabilitação das estradas destruídas pelas chuvas do ano passado.
Está previsto também o asfaltamento de algumas ruas, a construção do sistema de esgoto dos bairros Pioneiro Zeca e Bangula, a reabilitação e ampliação da estrada Ondjiva-Namacunde-Santa-Clara e a abertura de passagens hidráulicas nas vias, numa distância separada de 200 metros.
O empreiteiro garantiu, ao Jornal de Angola, que o material que está a ser aplicado é diferente do utilizado no ano passado, tendo sido testado e aprovado.

Bombeiros prevenidos

 O comandante provincial dos Serviços de Bombeiros do Cunene disse, ao Jornal de Angola, que a corporação está preparada - com pessoal e meios – para a eventualidade da província registar novas cheias na presente época chuvosa.
Os Bombeiros, referiu Joaquim Domingos, dispõem de meios de transporte e equipamentos de resgate e salvamento suficientes.
Os Bombeiros contam, igualmente, com a ajuda das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional.  “Para este ano, a preocupação das inundações é mínima porque o Gabinete Técnico de Reconstrução das Infra-estruturas de Ondjiva está a proceder à construção de diques de protecção da cidade”, adiantou. Joaquim Domingos disse que a preocupação das autoridades da província estão viradas para o município de Namacunde porque “as águas correm para aqueles lados e danificam estradas, o que pode vir a condicionar o acesso à localidade”. O comandante dos Bombeiros lembrou que no ano passado houve 28 afogamentos. Dados da Comissão Provincial de Protecção Civil referem que, em 2009, as cheias causaram mais de 20 mortos, a destruição de 106 escolas e o desalojamento de 22 mil pessoas.
A maioria destas pessoas está alojada em tendas nos três centros de acolhimento de Ondjiva.

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