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Combate à sida no Cunene tem apoios internacionais

Dionísio David | Ondjiva

Um projecto de educação e sensibilização das comunidades rurais e urbanas da província do Cunene sobre o perigo do HIV/SIDA e suas implicações no desenvolvimento socioeconómico do país está a ser levado a cabo na província pela Cruz Vermelha Alemã. Ao todo, 260 activistas trabalham no projecto.

Campanhas de sensibilização continuam a ser a melhor arma no combate à doença
Fotografia: Jornal de Angola

Um projecto de educação e sensibilização das comunidades rurais e urbanas da província do Cunene sobre o perigo do HIV/SIDA e suas implicações no desenvolvimento socioeconómico do país está a ser levado a cabo na província pela Cruz Vermelha Alemã. Ao todo, 260 activistas trabalham no projecto.
 Em curso desde 2008, e com a duração de quatro anos, o projecto abrange os seis municípios da província, com a extensão da rede de activistas, que têm levado a mensagem de forma continuada às comunidades urbanas e rurais.
O supervisor da Cruz Vermelha Alemã no Cunene, Fortunato Pedro Camba, disse que a sua organização tem feito tudo para a educação das comunidades, em particular a juventude, por ser mais propensa a contrair a doença.
A partir de 2009 houve maior adesão por parte das instituições estudantis e das associações juvenis, tendo esta participação permitido maior ingresso de jovens na rede de activistas em zonas rurais onde há ainda grandes dificuldades para fazer passar a mensagem. Fortunato Pedro Camba acrescentou que a situação mudou significativamente nos últimos tempos.
Financiado pela a União Europeia, em parceria com a Cruz Vermelha Alemã, o projecto educação sobre o HIV/SIDA, tem contado com o apoio do Comité Provincial da Luta contra a Sida, da Cruz Vermelha de Angola, que participa activamente na formação de activistas voluntários e mobilizadores comunitários.
O director adjunto do Instituto de Administração e Gestão de Ondjiva, Gaudêncio Orlando Cambinda, disse que os programas de combate ao HIV/SIDA e outras endemias são uma necessidade que se impõe, sendo um desafio para todos os actores envolvidos neste complexo processo.
Salientou ainda que nas instituições escolares o trabalho de sensibilização tem de ser permanente, já que nestes estabelecimentos se encontram concentrados jovens.
Gaudêncio Orlando Cambinda defendeu também o alargamento dos programas de esclarecimento e sensibilização a toda a sociedade.

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