Províncias

Comércio externo com baixa de receitas

Domingos Calucipa|Santa- Clara

 Subdelegação Regional Sul do Comércio Externo do Cunene emSanta-Clara registou uma considerável queda na arrecadação de receitas nos primeiros quatro meses deste ano, comparativamente a igual período de 2010.

 
 A Subdelegação Regional Sul do Comércio Externo do Cunene emSanta-Clara registou uma considerável queda na arrecadação de receitas nos primeiros quatro meses deste ano, comparativamente a igual período de 2010.
Segundo o delegado da Subdelegação Regional Sul do Comércio Externo do Cunene em Santa Clara, Belarmino Duval Tumbuleny, a instituição arrecadou, de Dezembro de 2010 a Abril deste ano, cerca de 11 milhões de kwanzas, um valor que considerou muito abaixo das previsões, uma vez que só nos primeiros três meses do ano passado, foram arrecadados 23.880.087 milhões. Belarmino Tumbuleny disse que o abrandamento das receitas deve-se à diminuição significativa das importações de mercadorias e outros materiais, principalmente a partir do período em que entrou em vigor o Decreto Presidencial nº 135/10, de 13 de Julho, que proíbe a importação de viaturas com mais de três e cinco anos de fabrico.
O responsável admitiu que não obstante o fraco movimento na entrada e saída de mercadorias, a instituição faz um balanço positivo deste ano. Considerou a Subdelegação tem sabido responder às solicitações, no que toca à inscrição e reinscrição de importadores e exportadores.
 Importações registam redução
 
As importações de bens de consumo e outros materiais a partir dafronteira de Santa Clara assinalaram uma considerável diminuição no primeiro trimestre deste.
A queda é bastante notável em viaturas, motorizadas, materiais diversos, bebidas e bens alimentares.
Nesse período entraram para o país apenas 387 viaturas, contra as 2.571 registadas o ano passado. Esta grande diferença é o resultado da entrada em vigor, no segundo semestre de 2010, da lei que proíbe a entrada de viaturas com mais de três anos de uso.
No primeiro trimestre foram importadas 1.686 motorizadas, contra 6.613 entradas para o país no mesmo período de 2010. Quanto à fuba de milho, foram importadas 131.924 toneladas, contra 1.149.600 toneladas.
O país importou ainda a partir da fronteira de Santa Clara 62 toneladas de óleo alimentar, contra as 92 toneladas de 2010, 113 toneladas de massa alimentar contra 109.800 toneladas, 343.584 mil unidades de material de construção contra 448.306, 18 unidades de equipamentos diversos contra 110 de 2010. Uma das quedas de importações mais expressivas recai sobre a batata rena. Os números apontam para a entrada no país, no primeiro trimestre deste ano, a partir daquela fronteira, de 2.743 toneladas, enquanto no mesmo período do ano passado foram registados um total de 6.011.850 milhões de toneladas do produto.
Entre os produtos alimentares menos importados, faz parte o açúcar com 559 toneladas, o arroz com 789 toneladas, o feijão com 46 toneladas.
O único produto que conheceu uma notável subida é o peixe congelado, com 9.617 toneladas, contra as 1.570 toneladas de 2010.
Para o responsável do Comércio Externo em Santa Clara, os baixos níveis de importações constituem sinal de que o país está a produzir.
Por outro lado, alguns importadores estão retraídos, alegando pagarem taxas altas no processo de desalfandegamento das mercadorias.

Tempo

Multimédia