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Criadores tradicionais exortados a tirarem mais proveito do gado

Domingos Calucipa | Ondukusu

O vice-governador do Cunene, Jerónimo Hailengue, exortou, na localidade de Ondukusu, município do Kwanhama, os criadores de gado tradicionais da província a tirarem proveito do seu recurso, “tornando-o um verdadeiro bem capaz de melhorar as suas condições de vida”.

A realização de campanhas periódicas de vacinação contra várias doenças contribui para protecção do gado e torná-lo mais saudável
Fotografia: Domingos Calucipa| Ondukusu

O vice-governador do Cunene, Jerónimo Hailengue, exortou, na localidade de Ondukusu, município do Kwanhama, os criadores de gado tradicionais da província a tirarem proveito do seu recurso, “tornando-o um verdadeiro bem capaz de melhorar as suas condições de vida”.
Falando durante a abertura da campanha de vacinação animal, na presença de criadores e autoridades tradicionais, Jerónimo Hailengue notou, contudo, que o apelo não é uma forma de desvirtuar a cultura da região, “mas, sim, procurar mudar o rumo do conceito tradicional de que o gado é uma riqueza intocável, que representa o poderio da família e deve passar de geração para geração”.
Adiantou que o governo tem feito tudo para proteger o gado da população com campanhas periódicas de vacinação contra várias doenças, tornando-o mais saudável e cada vez mais valorizado no mercado. Mas, para isso, é necessário que o mesmo se transforme num verdadeiro benefício para as vidas dos seus proprietários, com a sua comercialização.    
“Não estamos contra a nossa cultura, queremos dizer apenas que chegou o momento de mudança, pois hoje o gado não deve servir apenas para ostentação, mas sim para ser comercializado e resolver os nossos problemas, construir casas condignas, adquirir vestuário, alimentos e meios de transporte e não passarmos mal, como se não tivéssemos qualquer bem”, referiu.
Jerónimo Hailengue instou a população a tirar proveito da riqueza que possui, comercializando o seu gado ou a carne nos mercados da província e do país e, com dinheiro, dar resposta às necessidades das suas famílias. “Não se pode admitir que pessoas com manadas de bois vivam em condições de extrema pobreza, alimentando-se e dormindo mal”, concluiu.

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