Províncias

Cunene alargou quadro de professores

Elautério Silipuleni | Ondjiva

A escola de Formação de Professores, adstrita à Organização Não-Governamental ADPP, colocou no mercado de trabalho, na província do Cunene, 83 novos professores do ensino primário, pertencentes ao segundo curso de professores comunitários.

Durante os dois anos e meio de formação os novos professores receberam conhecimentos sobre métodos actualizados de ensino
Fotografia: Jornal de Angola

A escola de Formação de Professores, adstrita à Organização Não-Governamental ADPP, colocou no mercado de trabalho, na província do Cunene, 83 novos professores do ensino primário, pertencentes ao segundo curso de professores comunitários.
Durante os dois anos e meio de formação, os novos professores receberam conhecimentos sobre métodos actualizados de ensino, à luz do processo da reforma educativa em curso no país.
Beneficiaram ainda de conhecimentos sobre matérias ligadas à Língua Portuguesa, Matemática, Ciências da Natureza, Psicologia, Pedagogia e Prática Pedagógica.
Entre as temáticas ministradas contam-se ainda as relacionadas com Didáctica Geral, Produção e Gestão, Noções e Filosofias da Educação, além de terem frequentado um estágio, com a duração de um ano lectivo.
O vice-governador para o sector político e social do Cunene, Jerónimo Haleinge, que encerrou o curso, referiu que os novos professores devem ajudar na luta contra o analfabetismo.
Nesse sentido, apelou à disponibilidade dos recém-formados para trabalharem onde forem colocados, principalmente nas zonas ­rurais e mais recônditas da ­pro­víncia do Cunene. O director da Escola de Formação de Professores do Futuro da ADPP, Antero Gonçalves, sublinhou que os jovens que terminaram a formação na instituição se tornaram pessoas de cultura, capazes de enfrentar os desafios que se impõem.
“Estamos satisfeitos com a forma como os estudantes ­realizaram o estágio nas zonas rurais. A profissão que escolheram não é fácil, mas têm a obrigação de ajudar e de contribuir nos objectivos do Ministério da Educação, tendo em conta a expansão do ensino”, disse.  Antero Gonçalves realçou que a escola forma docentes do ensino primário, com vista a erradicação do obscurantismo e analfabetismo em áreas rurais.
A Escola de Formação de Professores do Futuro começou a funcionar em 2008 na província do Cunene e já formou mais de 150 professores, segundo Antero Gonçalves.

Tempo

Multimédia