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Cunene forma candidatos ao crédito

Elautério Silipuleni| Ondjiva

Os empreendedores que solicitarem um financiamento junto do Balcão Único de Empreendedor (BUE), no município do Cuanhama, têm agora de passar por uma formação técnica ministrada pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), antes de receberem o empréstimo.

Os projectos para financiamento no BUE foram temporariamente suspensos uma vez que está a decorrer a reestruturação dos balcões
Fotografia: JA

O coordenador do BUE de Cuanhama, Paulo Simões, disse na sexta-feira, em Ondjiva, que a formação se destina a municiar os empreendedores de importantes instrumentos para que possam gerir melhor os seus negócios.
Os projectos para financiamento no BUE foram temporariamente suspensos, uma vez que decorre a reestruturação dos balcões e do quadro de pessoal, para a adopção de mecanismos viáveis para o regresso ao crédito.
“O projecto está a sofrer uma reestruturação que passa, necessariamente, pela concessão de crédito apenas a pessoas com competência certificada e que tenham beneficiado de uma formação dos parceiros do BUE”, explicou Paulo Simões.
O coordenador acrescentou que esta situação vai fazer com que se proceda à introdução de novas aplicações informáticas e se adopte um novo modelo de trabalho na análise e concessão de crédito.
Nesta altura, cerca de 3.700 processos aguardam financiamento a nível do município do Cuanhama, no quadro do “Crédito meu negócio, minha vida”, enquanto 221 jovens já receberam crédito. O BUE tem como objectivo prestar serviços aos cidadãos que pretendem constituir micro e pequenas empresas, assim como regularizar a situação de empreendedores e comerciantes que trabalham no mercado informal.

Comércio precário


Os inquiridores comerciais, supervisores e instituições bancárias participam, em Ondjiva, num seminário de formação no quadro do incremento de um inquérito junto dos comerciantes precários no meio rural. O objectivo é avaliar o impacto da concessão do crédito aos micro e pequenos empresários.
O inquérito consta de 48 perguntas a cerca de 3.412 pessoas que exercem a actividade comercial de forma precária, em diferentes mercados informais e estabelecimentos singulares do Cunene.
O governador provincial, António Didalelwa, referiu que, com o inquérito, a ser desenvolvido nos municípios de Cuanhama, Curoca, Namacunde, Cahama, Cuvelai e Ombadja, se pretende consolidar o programa de microcrédito, em função da realidade local.
António Didalelwa disse ainda que, para o êxito do Programa de Combate à Pobreza, vai ser necessário um estudo científico, inspirado na realidade das comunidades, com vista à obtenção dos rendimentos necessários para a satisfação das necessidades da população.

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