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Cunene reduz a carência de quadros

Domingos Calucipa | Ondjiva

A província do Cunene está a vencer aos poucos a grave carência de quadros no sector da Educação, fruto da aposta do governo na criação de infra-estruturas escolares e na expansão dos diferentes níveis de ensino.

Governo da província do Cunene continua a apostar na criação de infra-estruturas escolares e na expansão dos diferentes níveis de ensino
Fotografia: Venâncio Amaral | Ondjiva

O director provincial da Educação, Lúcio Ndinoite, disse ontem em Ondjiva que o governo investiu na formação de docentes e no melhoramento das vias de comunicação.
Por essa razão, a tendência de fuga de quadros da Educação para outras províncias em busca de melhores oportunidades de trabalho diminuiu.
Outro factor que contribuiu para isso é o surgimento do ensino universitário, através da Escola Superior Politécnica de Ondjiva, onde estão a ser formados quadros nas especialidades de Agro-pecuária, Enfermagem, Análises Clínicas e Laboratório, Biologia, Informática e Gestão, e Engenharia Hidráulica.
Esta instituição de nível superior, inaugurada em 2009, já formou mais de 170 especialistas em Análises Clínicas e Laboratório, Agro-pecuária, Biologia e Enfermagem.
No presente ano académico, a instituição tem perto de 1.500 estudantes matriculados.
Por sua vez, a Escola de Formação de Professores de Ondjiva e o Instituto Médio de Administração e Gestão (IMAG) diplomaram perto de três mil técnicos. As estatísticas oficiais indicam que mais de 105 mil adultos aprenderam a ler e a escrever entre 2007 e 2014, sendo 75 por cento do sexo feminino. O director provincial da Educação referiu que em 1976 existia na província do Cunene apenas uma turma do segundo ano (actual 6.ª classe), composta por sete alunos, e duas do primeiro ano (5.ª classe), com menos de 35 alunos.
Lúcio Ndinoite sublinhou que a realidade actual é diferente, tendo em conta que em toda a província cerca de 80 mil alunos frequentam a 6.ª classe, numa altura em que o sector da Educação tem professores com o grau de doutoramento, mestrado, licenciatura e um elevado número de técnicos médios.
A província tem mais de 790 escolas do ensino primário, 35 do I ciclo e 11 do II ciclo, com aulas ministradas por 6.410 professores.
Dada a dispersão da população da província, o Governo está a perspectivar, no quadro do Programa de Investimentos Públicos, a construção de escolas do I ciclo com internatos em algumas localidades, para albergar crianças que vivam longe de instituições de ensino. Os internatos vão ser criados nas sedes comunais de Calonga (no município de Cuvelai), Mucope (Ombadja), Oncocua (Curoca) e Ondjiva (Cuanhama).
Esta iniciativa junta-se a outra do Ministério da Educação, já em funcionamento desde o presente ano lectivo. Trata-se de uma escola do I e II ciclos com dois andares e 24 salas de aula, situada no bairro Naipalala, em Ondjiva.

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