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Cunene regista redução de casos de lepra

Dionísio David | Ondjiva

Os casos de lepra, com um total de dez registos no ano transacto, continuam a baixar consideravelmente nos últimos tempos nos municípios de Kwanhama e Ombadja, assegurou ontem a supervisora do Programa Provincial de Controlo da doença, no Cunene.

Vista parcial da cidade de Ondjiva onde são traçadas novas estratégias para se evitar a propagação da lepra em comunidades do Cunene
Fotografia: Domiano Fernandes | Edições Novembro

Bernardina Maria disse que a redução de casos deveu-se em parte ao facto dos pacientes estarem a cumprir a terapia em conformidade com as recomendações médicas.
A supervisora, que fazia um balanço das actividades em torno do Dia Mundial da Lepra, assinalado no domingo, disse estar satisfeita com as estatísticas dos últimos três anos, que confirmam que houve uma diminuição de casos na província, embora não avançasse dados dos referidos períodos.
Bernardina Maria deu a conhecer que, entre os dez casos detectados, oito foram registados no município de Ombadja e dois no Kwanhama, e os pacientes estão a ser acompanhados pelos serviços médicos.
Apesar dos progressos no controlo da lepra, Bernardina Maria informou que, durante o mês de Janeiro último, foram registadas duas recaídas no município do Kwanhama, por abandono do tratamento.

Fármacos suficientes


Em relação à assistência medicamentosa, a supervisora garantiu que todos os doentes têm merecido tratamento e acompanhamento adequado, e assegurou a existência de fármacos em número suficiente. A supervisora considerou a lepra uma doença devastadora e contagiosa. Por isso, exortou a população a ficar atenta a qualquer manifestação estranha, para que o paciente procure a unidade sanitária mais próxima, com vista a obter um diagnóstico precoce.
A supervisora do Programa Provincial de Controlo e Combate à Lepra aconselha também a população do Cunene no sentido de evitar a automedicação e o tratatamento tradicional.

Educação e prevenção

Bernardina Maria considera a educação das comunidades, sobretudo das áreas mais recônditas da província, um factor determinante na prevenção da lepra. Por isso, os serviços de saúde pública vão continuar a levar a cabo acções de sensibilização junto das populações. A especialista apelou às famílias dos pacientes com lepra para colaborarem com as autoridades sanitárias, principalmente no acompanhamento aos centros e hospitais, a fim de receberem tratamento. “O papel da família é fundamental para evitarmos que haja abandonos e ajudar a termos uma cura mais eficaz”, justificou Bernardina Maria.

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