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Cunene sentiu solidariedade

Domingos Calucipa | Ondjiva

O ano de 2013 em Ombadja ficou marcado pela maior estiagem de todos os tempos, que provocou a morte de mais de 25.870 animais e deixou milhares de famílias em estado de malnutrição, disse o administrador municipal.

Fotografia: Jornal de Angola

Manuel Tabí afirmou que 2013 foi o pior ano em termos de segurança alimentar, pois as colheitas foram quase nulas, o que obrigou milhares de pessoas a deixarem os locais de habitação habitual, levando consigo gado, e a irem para as áreas que ofereciam melhores condições em termos de água e de pasto para os animais, especialmente as margens do rio Cunene.
Devido à situação, surgiram vários apoios alimentares, quer do Executivo e Governo Provincial, quer de organizações de solidariedade, empresas e anónimos de vários pontos do país, que minimizaram a crise nas localidades mais afectadas pela seca, como Ombala ya Mungo, Môngua e Onepolo.
Ao todo, foram distribuídas mais de 532 toneladas de alimentos, especialmente fuba de milho, óleo e feijão, que beneficiaram mais de 114 mil pessoas.
A AdministraçãoMunicipal distribuiu em várias aldeias cinco tractores atrelados e 54 reservatórios de água com capacidades para cinco e 10 mil litros em várias aldeias.“Vamos continuar a prestar solidariedade as vítimas da seca. Apelamos a todos a participarem nesta acção de caridade ”, disse o administrador municipal. 
 O ano que agora terminou foi feito em Ombdja de sofrimento e dúvidas, mas também da concretização de muitos projectos, como lembrou o administrador municipal. Manuel Tabí disse que “o município conheceu investimentos especiais que satisfazem as necessidades sociais básicas da população” devido também aos vários programas de desenvolvimento municipal.
No município, salientou, foram construídas pela primeira vez na sua História de uma só vez cem casas sociais das 200 previstas, no quadro do programa nacional de habitação, além de 60 destinadas aos e 50 evolutivas.

Água para todos


No domínio da água, referiu o responsável, o município de Ombadja, em particular a sede e a sua periferia, deu um salto significativo com a construção do centro de captação do Xangongo, junto ao rio Cunene, e da instalação da rede de distribuição.
Trata-se de um projecto de âmbito central, orçado em mais de 25 mil milhões de kwanzas, que além de servir Xangongo, sede do município, leva água canalizada à cidade de Ondjiva.
Este ano, a água já jorra nas torneiras de várias casas da vila, onde foram feitas 724 ligações domiciliárias e construídos 34 chafarizes.
Com as ligações domiciliares feitas e a construção de chafarizes, os habitantes deixram de percorrer longa distância em busca de água.
O município também registou melhorias em termos de energia eléctrica, com a transferência da gestão do sistema de fornecimento ao Xangongo para a Empresa Nacional de Electricidade, o que, sublinhou Manuel Tabí, “é uma mais-valia porque permite a expansão da rede”.

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