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Cunene tem falta de fiscais florestais

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

A falta de fiscais a nível do Instituto de Desenvolvimento Florestal na província do Cunene está a facilitar o abate desordenado de espécies vegetais.

O director do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Abel Zamba, disse que outra questão que preocupa a sua instituição prende-se com as queimadas anárquicas dessas mesmas espécies.
Em termos de fiscalização, o sector tem-se deparado, nos últimos anos, com imensas dificuldades no controlo das violações florestais, devido à falta de pessoal e de meios de transporte.
A província tem apenas 17 fiscais, distribuídos por quatro dos seis municípios que compõem a região. O director do IDF esclareceu que a província precisa de pelo menos dez fiscais por cada município, para fazer face à onda de abate selectivo de árvores, principalmente na faixa da fronteira com a República da Namíbia.
No sentido de sensibilizar a população, a instituição tem feito reuniões com as autoridades tradicionais, com o objectivo de as pessoas passarem a plantar árvores nas suas localidades, em vez de apenas as cortarem para lenha ou outros fins. 
“Actualmente, a província do Cunene está com problemas de seca. Por isso, a população está a fabricar carvão para sustentar as famílias”, realçou.O IDF tem um viveiro em Ombadja, onde tem produzido plantas para a distribuição às comunidades.

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