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Deficientes recebem moto táxis em Namacunde

Dionísio David | Namacunde

A administração municipal de Namacunde, na província do Cunene, procedeu segunda-feira a entrega de oito moto táxis a deficientes físicos, uma acção inserida no programa de melhoria das condições de locomoção dos assistidos.

A administração municipal de Namacunde, na província do Cunene, procedeu segunda-feira a entrega de oito moto táxis a deficientes físicos, uma acção inserida no programa de melhoria das condições de locomoção dos assistidos.
De acordo com o responsável municipal do Ministério da Assistência e Reinserção Social, Valério Ndetaneka, a acção visa igualmente minimizar as dificuldades de transportação para facilitar que os mesmos desenvolvam algum negócio.
O responsável disse que há garantias de recepção de mais meios, nos próximos tempos, para que se possa abranger um maior número de pessoas. Os cerca de 40 assistidos localizados nas comunas de Chiedi e Namacunde serão os beneficiários da segunda fase do projecto. No âmbito do programa de inserção dos deficientes em actividades socialmente úteis, Valério Ndetaneka anunciou que um conjunto de quites para os assistidos do município de Namacunde já está na província. Constam destes meios, máquinas de costura, materiais de sapataria, serralharia e equipamento para a prática da agricultura de subsistência.
Salientou que os meios a serem disponibilizados vão poder ajudar a melhorar as condições financeiras dos reinseridos e, consequentemente, a sua dieta alimentar. Disse que medidas estão a ser tomadas no sentido de se prevenir o uso indevido dos meios de produção postos à disposição dos assistidos.
Acrescentou que grande parte dos deficientes no município enfrentam carência de habitação, daí a necessidade de se conseguir material de construção, como chapas de zinco e cimento, tendo em conta que boa parte destes vivem em zonas rurais onde as condições de vida são difíceis.
O responsável lembrou que as cheias que assolaram as áreas de cultivo nos meses de Fevereiro e Março do ano em curso atingiram um número considerável da população, o que provocou que esta ficasse sem os seus meios de subsistência.
Por isso, o responsável do MINARS apelou às entidades competentes e a sociedade civil a serem solidários com os problemas dos deficientes.

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