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Degradação da via do Curoca está a travar o desenvolvimento

Quinito Kanhameni |Ondjiva

O administrador municipal do Curoca, Francisco Ngoloimue, disse ao Jornal de Angola que as montanhas e a grande quantidade de pedras que caracterizam a paisagem da região estão a complicar sobremaneira a circulação de viaturas e a inviabilizar o progresso.

Estradas devem ser melhoradas para facilitar circulação de pessoas e bens e possibilitar o desenvolvimento da localidade
Fotografia: Jornal de Angola

O administrador municipal do Curoca, Francisco Ngoloimue, disse ao Jornal de Angola que as montanhas e a grande quantidade de pedras que caracterizam a paisagem da região estão a complicar sobremaneira a circulação de viaturas e a inviabilizar o progresso.
“A deslocação só é possível com viaturas todo-o-terreno, o que tem estado a danificar rapidamente as viaturas oficiais e de particulares”.
Para dar a volta à situação, a Administração municipal do Curoca está a efectuar trabalhos paliativos de tapa buracos no troço Otchindjau/Oncongua.
“É um trabalho que também pretende dar resposta às dificuldades criadas pelas intensas chuvas que se abateram ultimamente sobre a região e criaram muitas dificuldades, enquanto aguardamos pela intervenção das estruturas competentes”, sublinhou.
O administrador caracterizou a situação como “muito crítica” e informou ter solicitado ao governo da província a aquisição de novas viaturas todo-o-terreno para o município do Curoca. Francisco Ngoloimue disse que o péssimo estado da via entre Otchinjau e Oncócua pode também desencorajar os empresários interessados em investir naquela região do Cunene.

Colheita comprometida

Entretanto, a presente campanha agrícola no município está comprometida devido ao excesso de água nos campos de cultivo em consequência das fortes chuvas que fustigaram a região, entre os meses de Janeiro e Abril.
Muitas lavras de massango e massambala ficaram submersas criando inúmeras dificuldades à sobrevivência das famílias camponesas. “A agricultura é o único meio de sustento da população camponesa e quando se registam enormes prejuízos nas culturas não têm como sobreviver”, reconheceu Francisco Ngoloimwe.
Além disso, adiantou que durante o período da chuva o trânsito rodoviário entre a sede do município e as restantes localidades esteve interrompido por alguns dias, o que dificultou as trocas comerciais e a circulação de pessoas e bens.

Combate à pobreza

Sem revelar cifras, o administrador do Curoca disse que no quadro do programa de combate à fome e à pobreza, 90 por cento dos valores atribuídos ao município foram empregues na aquisição de duas ambulâncias para a evacuação de doentes dos centros de saúde das comunas de Chitado e Oncôncua, um camião basculante e uma máquina pá carregadora para a terraplanagem das vias de difícil acesso e três grupos geradores para o fornecimento de energia eléctrica às povoações de Kapale e Ombwa.
O programa de combate à fome e à pobreza contemplou igualmente a recuperação e reabilitação das infra-estruturas, formação de quadros nos vários domínios e a obtenção de peças de reposição de viaturas, reforçou Francisco Ngoloimue, assegurando: “Este programa está no bom caminho, uma vez que está a melhorar paulatinamente a vida do município.

Apoio às cooperativas

As cooperativas e associações de camponeses das localidades de Chitado e Oncocua receberam recentemente um tractor para o fomento da produção agrícola numa acção da administração municipal.
Os camponeses destas zonas pertencem às etnias muximba e muhimba, são detentoras de grandes manadas de gado e têm uma actividade agrícola bastante limitada.
Segundo Francisco Ngoloimwe, a administração trabalha na sensibilização das populações para aderirem à actividade agrícola e à domesticação de gado de tracção animal para a sua segurança alimentar.
Ainda na esteira do combate à fome e à pobreza está a ser implementado, a cerca de cinco quilómetros de Oncocua, pela empresa ATEA & Filhos, Lda, um projecto agrícola para o grupo étnico Ovatua, o que permite uma autonomia alimentar e os camponeses vão beneficiar de gado bovino e caprino para criação.
A etnia Ovatua é nómada e a sua sobrevivência depende de outras etnias mais estáveis.

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