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Desalojados que viviam nos centros receberam casas no bairro Onahuma

Elautério Silipuleni | Ondjiva

O governo da província entregou 800 casas às famílias desalojadas pelas inundações dos últimos três anos que viviam em tendas e centros de acolhimento nos bairros da Caxila e Onahuma, arredores da cidade de Ondjiva.

As casas que estão prontas foram erguidas numa zona urbanizada e dispõem de água corrente e serviço de saneamento básico
Fotografia: Elautério Silipuleni | Ondjiva

O governo da província entregou 800 casas às famílias desalojadas pelas inundações dos últimos três anos que viviam em tendas e centros de acolhimento nos bairros da Caxila e Onahuma, arredores da cidade de Ondjiva.
Nos dois bairros vão ser erguidas mais de quatro mil casas para alojar os sinistrados das cheias. As habitações que estão prontas foram erguidas numa zona urbanizada e dispõem de água, energia e serviços de saneamento.
Nas urbanizações foram construídas escolas, postos de saúde e instalações policiais. Ao entregar as casas, o governador provincial do Cunene, António Didalelwa, sublinhou que “o drama de centenas de famílias que viviam em condições precárias nos últimos três anos chegou ao fim”.
Com a entrega das casas, referiu, foi possível atender todas as pessoas que viviam em dois centros de acolhimento, existindo apenas um número reduzido num centro. “Estas famílias viviam até gora em condições precárias, em centros de acolhimento e tendas, mas agora têm boas condições nos novos bairros criados para as alojar”.
António Didalelwa explicou esta é sétima fase da entrega das casas e que proximamente vão ser abrangidas as famílias acolhidas no centro Naipalala. As casas entregues aos sinistrados das chuvas possuem uma sala comum, dois quartos, cozinha e quarto de banho.
Augusta Cambinda é um dos contemplados e ficou feliz por ter casa própria, depois de três anos a viver numa tenda.Moisés Kaunawoye, outro beneficiado, disse ao Jornal de Angola, que a casa foi a melhor prenda que recebeu na vida: “recebi esta casa e hoje mesmo vou mudar da tenda para a minha nova casa”, afirmou lembrando os três anos que passou na tenda, um espaço muito apertado e com muito calor. Moisés António viveu numa tenda durante três anos: “agora tenho uma casa com todas as condições, até me custa a acreditar, mas eu sempre confiei no governo, sabia que este dia ia chegar”.

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