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Desencorajada a construção em zonas de risco

Elautério Silipuleni | Ondjiva

O administrador municipal do Cuanhama, na província do Cunene, Gonçalves Namweia, desencorajou, ontem, as populações da cidade de Ondjiva de construírem de forma anárquica  moradias  em locais de risco.

Muitas famílias que viviam em áreas de risco receberam lotes de terrenos para a autoconstrução dirigida mas fizeram a sua revenda
Fotografia: João Gomes

Gonçalves Namweia indicou que a construção nas linhas de passagem de água  e outras zonas sensíveis é uma das preocupações das autoridades do Cunene e recordou que, há alguns anos, o Governo teve de realojar mais de 2.500 famílias, afectadas pelas cheias.
“É fundamental as pessoas entenderem que a construção em áreas de risco periga a vida e leva à desestruturação urbanística da cidade”, disse Gonçalves Namweia, que acrescentou: “A administração municipal vai continuar a sensibilizar as famílias no sentido de abandonarem as zonas inapropriadas para a construção, sobretudo nesta época chuvosa.”
O administrador do Cuanhama referiu que muitas famílias que viviam em áreas de risco receberam lotes de terreno para a autoconstrução, mas preferiram revendê-los.

Combate à desnutrição

Técnicos de unidades sanitárias dos municípios do Curoca, Cuanhama e Cuvelai    terminaram, na sexta-feira, em Ondjiva, uma acção de capacitação ligada à gestão da malnutrição em crianças menores de cinco anos.
 Durante a acção formativa, promovida pela Direcção Provincial da Saúde, com a duração de quatro dias, os profissionais abordaram temas ligados ao tratamento da malnutrição, gestão dos casos mais críticos, vantagens do aleitamento materno para o bebé e os instrumentos usados na triagem da malnutrição nas unidades sanitárias.  No encerramento, o chefe dos cuidados primários de saúde na região, Adelino Cavada, lamentou a elevada taxa de crianças com malnutrição, devido à seca, daí a razão da formação dos técnicos para a prevenção.
Adelino Cavada disse que a capacitação faz parte de uma série de acções formativas que visam expandir o conhecimento e desenvolver as competências necessárias dos profissionais de saúde, para a gestão integrada e o tratamento de qualidade da malnutrição na região. A formação tem a finalidade de melhorar as capacidades de prestação de serviços e controlo da malnutrição que afecta principalmente as crianças e contribuir para o reforço da capacidade institucional do Ministério da Saúde a nível central, provincial e municipal, disse Adelino Cavada, que concluiu: “Apelo aos técnicos a aplicarem, com rigor, os conhecimentos adquiridos, para a prevenção e tratamento das doenças a nível das comunidades, para a redução do risco de doenças e mortes de crianças.”

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