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Dezenas de novos professores na província do Cunene

Elautério Silipuleni | Ondjiva

A Escola de Professores do Futuro, No Cunene, da Organização Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), apresentou em Ondjiva, 67 novos professores que vão assegurar o processo de ensino e aprendizagem nas escolas onde existe mais carência de docentes.

Os novos docentes vão assegurar o processo de ensino em zonas mais necessitadas
Fotografia: Venâncio Amaral | Ondjiva

A Escola de Professores do Futuro, No Cunene, da Organização Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), apresentou em Ondjiva, 67 novos professores que vão assegurar o processo de ensino e aprendizagem nas escolas onde existe mais carência de docentes.
Os recém-formados estão preparados para leccionar no ensino primário, depois da formação de dois anos e meio.
Durante o curso, os professores aprimoraram conhecimentos sobre a realidade do país e do mundo, práticas e oficinas pedagógicas, além de terem frequentado um estágio com duração de um ano lectivo.
O acto de encerramento do curso foi marcado pela entrega de diplomas, cerimónia presidida pelo vice-governador provincial do Cunene, Jerónimo Haleinge. “Temos a certeza de que os novos professores vão ajudar o Governo Provincial na luta contra o analfabetismo”, disse Jerónimo Haleinge.
O vice-governador reconheceu “o grande contributo que a Escola de Professores do Futuro tem prestado para o engrandecimento e fortalecimento do sistema educativo”.
Jerónimo Haleinge disse ainda que “este é o grande trabalho desenvolvido pela escola na missão de formar os educadores das novas gerações, visando a eliminação do analfabetismo e do obscurantismo no seio da população nesta parcela do território nacional”.
De acordo com o vice-governador, os 67 professores vão preencher vagas em várias escolas no presente ano lectivo. Por isso, pediu aos recém-formados para trabalharem com vontade onde forem colocados e, principalmente, nas zonas rurais mais recônditas, para garantirem o ensino a todos os cidadãos.

Jovens satisfeitos

Os recém-formados na Escola de Formação do Futuro, na localidade de Oifidi, arredores da cidade de Ondjiva, ficaram satisfeitos pela graduação e manifestaram a vontade em colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos durante os dois anos e meio do curso.
Muitos jovens que fizeram o curso eram oriundos de outros pontos do país, como Huíla, Lunda-Sul, Huambo, Luanda e Benguela. É o caso de Isaías João Bartolomeu, que é de Benguela. Durante o período de formação, foi obrigado a afastar-se da família para realizar o seu sonho de ser professor. Para ele, a escola ajudou-o a aprender a arte de ensinar. “Foi uma grande escola e, ao mesmo tempo, uma boa casa para nós, tendo em conta que ficámos aqui em regime de internato e a relação entre alunos e professores foi óptima”, disse.
O jovem  Isaías Bartolomeu considerou o período de formação “uma experiência impar, mas pesada, por ter ficado longe da minha família largos meses, embora me sinta muito feliz por ter conseguido concretizar um dos maiores projecto da minha vida”.
O jovem, de 25 anos, frisou que, nesta altura, “só estou a pensar na responsabilidade que tenho pela frente, que é ensinar tudo aquilo que prendi durante a formação”. António Gaspar Mungondi, que também concluiu agora o curso de professor, afirmou que “o futuro da nação está na formação do homem. Eu sinto-me pronta para servir o país”, disse.

Escola do Futuro

A representante da direcção-geral da Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), Lote Loffer, disse que a instituição vai continuar a apoiar todos os projectos do Executivo nos domínios da educação, saúde e da agricultura.
A organização está a dar o seu contributo para a erradicação do analfabetismo, através da formação de professores, no aumento da produção agrícola e melhoramento do saneamento básico. “A ADPP está a fazer a sua parte para que o desenvolvimento rural em Angola seja um facto. Este é o nosso objectivo e vamos continuar com este projecto para o bem das comunidades”, disse.
Lote Loffer sublinhou que, este ano, a ADPP vai desenvolver o projecto de educação de adultos e da organização comunitária, com o ensino polivalente e profissional para jovens em todo o país.
A instituição, desde a sua implantação nos anos 90, formou, em todo país, mais de 4.060 professores, que têm prestado o seu contributo no ensino e aprendizagem.
Na província do Cunene, a escola foi lançada em 2008, e coloca agora no mercado de trabalho os primeiros professores.

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