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Docente defende a inclusão da obra de Neto em manuais

Elautério Silipuleni | Ondjiva

O professor universitário Ovídio Pahula defendeu, na cidade de Ondjiva, província do Cunene, a necessidade de introdução de excertos da vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, nos manuais didácticos do ensino primário, I e II ciclos do ensino secundário.

Desta forma, o professor da Universidade Mandume ya Ndemufayo acredita que as novas gerações poderão conhecer melhor os feitos de Agostinho Neto, enquanto estadista, poeta e médico.
Ao falar numa palestra sobre a vida e a obra do considerado Fundador da Nação, Agostinho Neto, promovida pelo Conselho Provincial da Juventude (CPJ), dirigida aos alunos de diferentes escolas de Ondjiva, defendeu ser esta uma das formas que os alunos encontrariam para terem uma ideia daquilo que Agostinho Neto fez em prol do bem-estar dos angolanos.
Para Ovídio Pahula, a vida e obra de Agostinho Neto é ainda pouco divulgada e a inclusão destes feitos nos manuais de ensino geral contribuiria para aumentar os conhecimentos das novas gerações sobre a história recente de Angola. Durante a dissertação, o palestrante reconheceu ser difícil falar da vida e obra de António Agostinho Neto, mas abordou três facetas do Poeta Maior, mostrando o seu lado político, humanista e de médico.
O professor universitário  considerou que o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, fortaleceu a unidade da Nação angolana, defendeu o equilíbrio dos diferentes grupos e as classes do país.
Como político, disse que Neto dedicou-se à luta de libertação nacional contra o jugo colonialista português, tendo igualmente sido bastante humanista, apontando como exemplo os poemas que denunciavam o tratamento desumano que o colonialismo impôs aos povos de Angola e não só.
O palestraste considerou que, na qualidade de médico, Agostinho Neto não rejeitava tratar todo e qualquer paciente que o procurasse no seu posto de trabalho.
De igual modo, o docente universitário destacou a projecção do primeiro estadista angolano no plano internacional, onde a sua obra, “Sagrada Esperança”, foi traduzida em línguas estrangeiras e a sua participação em fóruns políticos, onde sempre manifestou solidariedade para com a luta dos povos oprimidos.

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