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Doença mata gado em aldeias do Cunene

Domingos Calucipa | Ondjiva

Centenas de cabeças de gado bovino morreram nos últimos dias, em várias aldeias da província do Cunene, vítimas de doenças, informou o chefe dos Serviços de Veterinária, Jaime Kamalanga.

No Cunene está também a se registar uma infestação de animais com sarna e dermatite nos dois corredoresendemicos da região
Fotografia: Francisco Bernardo

Centenas de cabeças de gado bovino morreram nos últimos dias, em várias aldeias da província do Cunene, vítimas de doenças, informou o chefe dos Serviços de Veterinária, Jaime Kamalanga. Tem sido registada ainda a morte de ovinos e caprinos por parasitas e as autoridades de saúde animal +revêem que dentro de um mês aves e suínos sejam igualmente atingidos.
Jaime Kamalanga considerou normais as mortes de animais nesta altura do ano, “porque alguns criadores continuam a cultivar o mito de que o gado não deve ser vacinado”.
Outro factor relacionado com as mortes dos animais tem a ver com as doenças próprias da mudança da época seca para as chuvas. “Na estação do cacimbo, o gado alimenta-se pouco porque o capim está seco. Quando começam as chuvas mudam também as condições de pasto, o que cria alguns problemas”, explicou o veterinário.
Jaime Kamalanga disse que os Serviços de Veterinária do Cunene têm recebido várias queixas por parte de criadores relacionadas com a morte do gado, mas, infelizmente, a resposta da instituição é ainda diminuta, devido à escassez de antibióticos.
No Cunene está também a se registar uma infestação de animais com sarna e dermatite, nos dois corredores endémicos da província, Okalonga e Mucope.

Tanque banheiro

Nas duas localidades, o chefe dos serviços veterinários assegurou que está prevista para os próximos dias a realização de uma campanha de banho aos animais, com a reactivação de um tanque banheiro, uma vez que a província vai beneficiar de produtos contra as carraças.
Jaime Kamalanga informou que a maior preocupação dos serviços foi o surgimento de mortes de bovinos por “flaxiola hepática”, num dos corredores de Xangongo, município de Ombadja, uma doença cujo medicamento é raro na província.
O técnico esclareceu que se trata de uma enfermidade específica e que exige um medicamento que não existe na província, “mas estamos a desenvolver esforços para aquisição do fármaco, com vista a tratar o gado doente. Vamos continuar a trabalhar”.

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